Milícia fez ameaças a delegado da Draco

Secretário teme pela vida de Alexandre Capote

Por O Dia

Rio - O delegado-titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), Alexandre Capote, sofreu dezenas de ameaças de morte de milícia de Duque de Caxias, que, segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, é uma das mais violentas do estado. Na segunda-feira, 23 condenados que fariam parte da quadrilha foram libertados pela Justiça.

Conforme O DIA mostrou nesta sexta-feira, o policial é a única das seis testemunhas que depuseram contra o bando que não foi assassinada. O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, teme pela vida de Capote. 

“Respeito a decisão judicial, mas estou preocupado com a vida do Capote, única testemunha viva do caso”, disse, referindo-se a inquérito que desencadeou a Operação Capa Preta 2. Criminosos chegaram, inclusive, a ligar para o celular do delegado a fim de ameaçá-lo.

Além do processo que condenou 23 integrantes da milícia por formação de quadrilha para crimes hediondos, outro inquérito da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) indiciou o bando, que seria liderado pelo ex-PM e ex-vereador Jonas Gonçalves da Silva, o Jonas É Nós, e o filho dele, o ex-PM Eder Fábio Gonçalves da Silva, o Fabinho É Nós. “O inquérito da morte de uma testemunha foi encaminhado à Justiça”, explicou o delegado Pedro Medina (da DHBF). O Ministério Público denunciou a milícia pela morte das outras 4 testemunhas.

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