Bope faz pente fino no Alemão e caça traficante

UPP recebeu denúncia de foragido no complexo. Tropa de elite deu cobertura. Polícia tenta prender três suspeitos de matar subcomandante da Vila Cruzeiro

Por O Dia

Rio - E m meio à informação de que três suspeitos de envolvimento no assassinato do tenente Leidson Acácio Alves foram identificados pela polícia, homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) deram cobertura à ação da UPP no Complexo do Alemão, na tarde deste domingo. Subcomandante da UPP da Vila Cruzeiro, o tenente Acácio morreu ao ser atingido por um tiro na cabeça na quinta-feira. O coronel Frederico Caldas, comandante das UPPs, confirmou a identificação dos suspeitos. As investigações estão sendo conduzidas pela Divisão de Homicídios.

Às 15h45, um grupo formado por cem policiais chegou em um comboio formado por três caminhões pela Estrada do Itararé e entraram pela Rua Joaquim de Queiroz, principal acesso às favelas. A ação durou cerca de três horas e tinha o objetivo de ambientar os policiais da UPP na região.

“Fizemos o reconhecimento do local. Como são policiais de outras unidades, muitos não conheciam o território. O importante é que eles acreditam que a UPP vai dar certo e querem ajudar a polícia”, explicou o major Luciano Pedro Barbosa da Silva, chefe do Comando de Operações Especiais (COE), do Bope, e responsável pelo treinamento.

Bope orientou policiais da UPP no Alemão. Cem homens fizeram patrulhamento de três horas na áreaAngelo Antônio Duarte / Agência O Dia

Os policiais que estão sendo treinados verificaram uma denúncia sobre a presença de um traficante foragido da Justiça numa localidade conhecida como Central. Segundo a informação, passada por denúncia anônima ao Comando de Polícia Pacificadora (CPP), o bandido estava escondido numa casa. Mas nada foi encontrado no local.

Na área, os moradores ouvidos pelo DIA temem que ocorram atos de violência. “Estou evitando andar de noite por aí, porque os policiais podem dizer que eu sou bandido”, reclamou um comerciante de 44 anos. A ação policial na área mobilizou um grupo formado por pessoas ligadas a dez movimentos sociais no Complexo do Alemão e de outras áreas.

Nesta segunda-feira à noite, a previsão é que mais de 300 pessoas se reúnam para uma plenária na Praça do Conhecimento, na Nova Brasília. “Vamos falar sobre a criminalização da favela. O único braço do Estado que está entrando aqui é a polícia”, explicou Thamyra de Araújo, uma das organizadoras.

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