Comércio segue fechado no Complexo do Alemão após morte de traficante

Bandidos teriam ordenado a ação como 'sinal de luto'; Gordo foi morto durante tiroteio no sábado, Morro do Céu, em Niterói

Por O Dia

Rio - O comércio do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, segue fechado, desde sábado, quando ocorreu a morte do traficante Anderson do Nascimento da Silva, conhecido como Gordo ou GB. A ação teria sido ordenada por bandidos do conjunto de favelas, em represália à morte de Gordo, e como sinal de luto. De acordo com moradores, as áreas mais afetadas são a da Grota e de Nova Brasília.

Lojistas fecham as portas no alemão e na Vila Cruzeiro

Gordo era considerado o segundo homem na hierarquia do tráfico na região. Ele morreu durante um tiroteio com policias da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), no Morro do Céu, no Caramujo, em Niterói. A operação terminou com seis traficantes mortos no total.

Tráfico ordena fechar o comércio no Alemão%2C em represália a morte do traficante Gordo%2C contrariando a UPP local. Na foto%2C comércio fechado na rua Itararé%2C em RamosPaulo Araújo / Agência O Dia

De acordo com informações da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), na manhã desta segunda feira, alguns lojistas chegaram a reabir suas lojas, que estavam sem funcionar desde sábado. Porém, segundo moradores, pouco depois das 10h, adolescentes voltaram a percorrer o comércio para avisar que o luto continuava vigorando.

Sem alternativa, os lojistas resolveram obedecer e manter as lojas fechadas. No domingo, na Grota e Nova Holanda, nem as padarias puderam funcionar. Policiais das UPPs da região mantiveram esquema de reforço de policiamento mas o comércio ficou fechado.

No sábado,  policiais que estavam em uma viatura na Grota relataram que a suposta ordem dos traficantes era apenas um boato. "As pessoas estão se baseando neste boato e por medo estão fechando as portas. Na comunidade, os serviços como lan house e padaria estão funcionando", afirmou o PM.

A equipe de O DIA flagrou apenas seis policiais fazendo a ronda a pé na região. Na Vila Cruzeiro, moradores relataram que o clima estava mais tranquilo do que no Alemão. Na Avenida Nossa Senhora da Penha, principal entrada da Vila Cruzeiro, o comércio mais próximo da favela permanecia fechado e os mais afastados estavam abertos.



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