Ex-agente da Lei Seca condenada a indenizar juiz: 'Manchou o nome do Judiciário'

Luciana Tamburini tenta novo recurso contra condenação que a obriga a pagar R$ 5 mil ao magistrado João Carlos Corrêa

Por O Dia

Rio - Condenada a pagar R$5 mil ao magistrado João Carlos de Souza Corrêa por afirmar que "juiz não é Deus" durante uma blitz da Operação Lei Seca,  a ex-agente do Departamento de Trânsito do Estado do Rio (Detran) Luciana Tamburini tenta novo recurso contra a condenação que caracterizou como "erro" e mancha no nome do Judiciário.

A irmã da ex-agente e uma das advogadas responsáveis pela defesa de Luciana, Tatiana Tamburini já deu entrada com recurso extraordinário no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e outro recurso especial no Superior Tribunal Federal (STF). Segundo Luciana, o caso já não se restringe ao Rio de Janeiro, mas sim a todo o Brasil.

O processo já está na terceira vice-presidência do TJ carioca e pode ser encaminhado aos tribunais superiores. Se for de entendimento do tribunal que a ação é de interesse geral, aí sim o recurso de Luciana será encaminhado para o Superior Tribunal Federal (STF).

Atualmente, a ex-agente da operação Lei Seca está esperando ser nomeada como escrivã da Polícia Federal, concurso em passou em 2014.

A ex-agente da Lei Seca Luciana Tamburini tenta novo recursoErnesto Carriço / Agência O Dia

Condenação de ex-agente da Lei Seca é mantida por Tribunal de Justiça do Rio

A 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve nesta as decisões do desembargador José Carlos Paes e da juíza Andrea Quintella, que condenaram Luciana Silva Tamburini a pagar indenização por danos morais de R$ 5 mil ao juiz João Carlos de Souza Correa, parado por ela numa blitz da Lei Seca em 2011.

O julgamento foi de um recurso, impetrado pela defesa da agente da Lei Seca, que foi negado por unanimidade. Luciana ainda pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo seus advogados, ela ainda avalia se deve levar o caso à última instância.

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