Operárias de obras da cidade se orgulham do trabalho ao lado dos filhos

Em meio ao barulho ensurdecedor de caminhões e britadeiras, funcionárias das grandes obras do Rio conseguem ser mães

Por O Dia

Rio - Em meio ao barulho ensurdecedor de caminhões e britadeiras, funcionárias das grandes obras do Rio conseguem ser “mães para toda obra”, graças ao privilégio de trabalhar com seus pupilos. É o caso da paraibana Maria do Socorro Ramos, de 43 anos, e da carioca Selma Conceição, de 44. Selma é auxiliar de serviços gerais na construção do Parque Olímpico e trabalha com filhos Douglas e Diego Gomes de 29 e 22 anos. Já a nordestina atua como sinaleira nas obras da Linha 4 do metrô, e sustenta a família por meio do trabalho em construções na cidade há 15 anos. Os filhos Janaíza e Khalil Ramos, de 22 e 19 anos, também trabalham no canteiro.

Para a filha mais velha, que exerce a mesma função da mãe, conviver com dona Maria no trabalho é um privilégio: “Contamos com ela para tudo. É um porto seguro”. A retirante que deixou a Paraíba em busca de melhores condições de vida é inspiração para Janaíza.

Maria do Socorro Ramos trabalha ao lado dos filhos Janaíza Ramos e Khalil Ramos nas obras da Linha 4 do MetrôFernando Souza / Agência O Dia

Além da construção da Linha 4 do Metrô, dona Maria participou das obras na Ilha do Fundão e da reforma do Maracanã. Sem concluir os estudos, dona Maria incentiva os filhos. “Digo que as coisas mais importantes na vida são o trabalho e o estudo”, diz. A mãezona não esconde o orgulho dos pupilos: “Sinto muito orgulho deles e fico feliz por estarem comigo", contou sorrindo. Embora os dois ainda não saibam como vão homenagear a mãe neste domingo, a chefe da família não é exigente: “O presente perfeito é ter meus filhos e minha netinha por perto, todos com saúde. Não preciso de mais nada”, diz.

História de vida parecida com a da servente Selma Conceição, que trabalha na construção do Parque Olímpico, junto com os filhos Douglas e Diego, de 29 e 22 anos. O caçula reconhece as vantagens de trabalhar com a mãe. “É bom ter a companhia dela”, declarou ele, que já sabe o que dar: “Um beijo e um abraço já são presentes certos”, brincou Diego.

?Reportagem da estagiária Clara Vieira

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