MP investigará fantasmas da Alerj

Denúncia foi feita pelo PHS e apontou 32 funcionários que estariam em situação irregular

Por O Dia

Rio - O Ministério Público (MP) do Rio abriu investigação para apurar uma denúncia do Partido Humanista da Solidariedade (PHS) que apontou 32 funcionários que seriam fantasmas na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Os salários recebidos por estas pessoas, segundo o documento do MP obtido pelo DIA, chegavam a R$ 20 mil. Embora a denúncia tenha sido feita em maio, o presidente da Alerj, Jorge Picciani, assinou segunda-feira a exoneração de 14 funcionários da lista. Os outros já tinham sido expulsos.

A investigação ficará a cargo da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Capital, que instaurou inquérito para investigar o caso. A assessoria de imprensa do MP declarou que, neste momento, o titular da promotoria não se pronunciará para não atrapalhar as investigações. Ainda segundo a denúncia, que também foi enviada ao Tribunal de Contas do Estado, os funcionários eram indicações políticas do ex-presidente da Alerj, Paulo Melo (PMDB), e nunca trabalharam de fato na casa.

Em resposta, a Alerj afirmou que os funcionários lotados em áreas de assessoria parlamentar “não necessariamente fazem suas atividades na Alerj” e negou que as exonerações tenham sido feitas por conta da denúncia do PHS.

Desde fevereiro de 2013, o ponto deixou de ser obrigatório para gabinetes e assessorias parlamentares da Alerj. Esta decisão foi assinada pelo próprio Paulo Melo, na época presidente da Casa, com base no parecer da procuradoria-geral anterior, consulta ao Departamento de Recursos Humanos da Alerj e a todos os 70 deputados, segundo a assessoria de imprensa. Apenas na área administrativa o ponto permaneceu obrigatório. Paulo Melo afirmou que todos os funcionários da lista trabalhavam para a Alerj e que indicações políticas para a Casa são comuns.

Como muitos apontados na denúncia ocupam cargos de confiança em gabinetes e assessorias, não há como checar os pontos. Porém, uma das funcionárias na lista, Lua Gabrielle Lima Azeredo, foi flagrada pelo DIA mês passado trabalhando na sua loja, em Saquarema, durante o expediente da Alerj. Lua é sobrinha do vereador Romart Azaredo, presidente da Câmara de Saquarema, e recebeu o salário de R$ 6.489 sem nenhum desconto por faltas.

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