Morre funcionário de shopping baleado no rosto por policial militar

Roberto Prado Ribeiro não resistiu aos ferimentos

Por O Dia

Funcionário é socorrido após ser baleado por homem em táxi no estacionamento do Nova América%2C em Del CastilhoLeitor / WhatsApp O DIA (98762-8248)

Rio - Roberto Prado Ribeiro, de 36 anos, morreu neste sábado depois de ser baleado no rosto por um policial militar na última quarta-feira. Após ser impedido pelo funcionário de deixar o local, houve uma discussão e o policial jogou o carro contra a cancela, que foi destruída, saiu do carro e sacou a arma, atirando contra o homem. Ele foi atingido no rosto e socorrido por uma equipe do shopping, que o levou para o Hospital Federal de Bonsucesso. O tiro atingiu a bochecha de Roberto e se alojou no pescoço.

A assessoria do shopping confirmou a morte e disse "lamentar o ocorrido e transmite sua solidariedade aos familiares do colaborador".

O Tribunal de Justiça expediu na sexta-feira um mandado de prisão temporário contra o PM, que já estava preso administrativamente desde quinta-feira no 41º BPM (Irajá).

Em áudios enviados para o WhatsApp do DIA (98762-8248), quem estava no local, inclusive taxistas, relatam o ocorrido no pátio do shopping. "Se tinha alguma coisa para ficar ruim, não tem mais. O taxista acabou de dar um tiro aqui naqueles caras da cancela, na cara do cara da cancela, aqui no Nova América.

'Não compreendo uma brutalidade dessas com um trabalhador', diz irmão da vítima

Irmão de Roberto Prado, Adalberto Prado Ribeiro lamentou o ocorrido. Segundo ele, a violência no Rio, às vésperas da Olimpíada, depõe contra a cidade. "O que aconteceu ao meu irmão é lamentável, principalmente com um evento desse porte que teremos no Rio. Não sei onde iremos parar com tamanha violência. Como pode alguém dar um tiro numa outra pessoa?", revoltou-se.

Adalberto disse que o irmão é uma pessoa pacífica e que não se envolvia em confusão. "Ele sempre foi da paz, não é de arranjar problema com ninguém. Não compreendo uma brutalidade dessas com um trabalhador", afirma ele.

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