Operação mira em ex-policiais por roubo milionário

Entre os investigados pela ação estão um ex-policial civil, outro da ativa e um ex-agente da PF. Empresário guardava R$ 33 milhões na Barra

Por clarissa.sardenberg

Rio - Dois ex-policiais foram presos nesta segunda-feira em operação conjunta das polícias Civil e Federal, suspeitos de integrar uma quadrilha que roubou R$ 33 milhões do empresário Miguel Ângelo Santos Jacob em março, um mês antes de ele ser morto na Barra da Tijuca. O ex-policial civil Rodrigo Sandes, expulso da corporação há dez anos por crimes contra o patrimônio, e o ex-policial federal Marcos Paulo da Silva Rocha, também expulso por práticas criminosas, foram detidos com Eduardo Madureira.

Preso é escoltado até a sede da DHSeverino Silva / Agência O Dia

Segundo o delegado Fábio Cardoso da Delegacia de Homicídios (DH), Eduardo forneceu aos dois a informação de que o empresário guardava dinheiro na casa da mãe. O quarto suspeito — um policial civil da ativa cujo nome ainda não foi revelado — está foragido. Os delegados da DH, Rivaldo Barbosa e Fábio Cardoso, e a corregedora da Polícia Civil, Adriana Mendes, afirmaram que as investigações da Operação Fênix indicaram que a morte de Jacob está ligada ao roubo.

“Os assassinos temiam ser identificados pelo roubo e mataram a vítima”, disse Cardoso. Os criminosos se disfarçaram de agentes da PF para simular um mandado de busca e apreensão na casa da mãe de Jacob, na Barra. O empresário foi executado um mês e três dias depois, no dia 6 de abril, quando deixava o filho na escola. Dono de uma empresa que falsificava e distribuía o remédio Gilvec, destinado ao tratamento de leucemia, o empresário havia sido condenado, em 2015, por esquema de falsificação de medicamentos contra o câncer. Ele chegou a ficar preso, mas estava recorrendo em liberdade quando foi morto.

Empresário condenado por falsificação de medicamentos foi executado na BarraLeitor


?Reportagem de Luiza Sansão

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