Entrada franca em museus ajudaram a reunir famílias no Dia das Mães

AquaRio continua com promoção até o fim do mês

Por O Dia

Rio - Museus de graça e descontos em atrações turísticas ajudaram a reunir ontem famílias que resolveram comemorar o ‘Dia das Mães’ em passeios pela cidade. O Museu do Amanhã, o Museu de Arte do Rio (MAR), ambos na Praça Mauá, e o Museu Histórico da Cidade, na Gávea, todos administrados pela prefeitura, ofereceram entrada franca para as mamães ontem. Já o AquaRio, na Zona Portuária, que deu desconto de 50%, vai manter a promoção para as mulheres que levarem os filhos (com RG ou Certidão de Nascimento) até o fim deste mês. 

Patrícia levou o filho à Praça Mauá e ao AquaRioMaíra Coelho / Agência O Dia

O Bondinho do Pão de Açúcar também ofereceu meia entrada para as mães que levaram os filhos. A operadora de telemarketing Ana Lúcia Gasque, de 48 anos, foi pela primeira vez a um dos maiores símbolos do Rio levada pela família. “Nunca tive a oportunidade de vir ao Bondinho. Meu marido viu a promoção e me trouxe, com minhas filhas e meu neto. Foi muito bom e é muito lindo ver o Rio lá de cima”, disse ela, encantada.

A servidora pública Patrícia Valadares, de 33 anos, aproveitou a manhã para levar o filho e o marido à Praça Mauá. “Vim passear com meu pequeno, porque ele adora essa área para andar de bicicleta. Depois daqui, vou aproveitar a promoção do AquaRio e, mais tarde, almoçar na casa da minha mãe para curtir a data com ela também”, diz Patrícia que brincava com o filho Guilherme, de 2 anos.

Ana Lúcia foi ao Pão de Açucar com o marido%2C filhas e netoMaíra Coelho / Agência O Dia

A dona de casa Rosemary Nunes, de 45 anos, ficou feliz em saber da entrada gratuita no Museu do Amanhã. “Bom saber disso, pois estou vindo pela primeira vez. Vou aproveitar com meus filhos e minha neta”, conta Rosemary. As promoções que fazem parte da iniciativa ‘Mês da Mãe Carioca’.

Sem nada a comemorar

Na Praia de Copacabana, a organização Rio de Paz realizou uma manifestação ontem com cerca de 40 mães que perderam filhos vítimas de violência em comunidades carentes do Rio. Além de levarem cartazes e montarem painéis com grafites sobre o tema, as mulheres participaram de um almoço em uma grande mesa.

Em Copacabana%2C Dia das Mães foi marcado por manifestaçãoMaíra Coelho / Agência O Dia

A auxiliar de enfermagem Rosângela de Paula, de 50 anos, que esteve no ato, perdeu o filho em setembro do ano passado, aos 21 anos, na comunidade de Piabetá, em Magé. “Ele foi confundido com bandido e levou um tiro na cabeça. Meu filho era técnico de enfermagem e cabo do Exército. O pior de tudo é que a investigação não avança”, conta emocionada.

Segundo o fundador da organização, Antônio Carlos Costa, o objetivo do ato é mostrar a realidade das mães que vivem nas favelas. “Elas querem também expor o absurdo de ter que escolher a Praia de Copacabana ao invés do local onde vivem, por conta da violência”, acrescentou.

Reportagem da estagiária Marina Cardoso sob supervisão de Claudio de Souza

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