Informe: IPTU - Crivella lida com rebelião

Dos 32 parlamentares que votaram com o governo na terça-feira, 17 dizem agora que mudarão de lado na votação decisiva da semana que vem

Por O Dia

Rio - Uma rebelião na Câmara Municipal ameaça os planos do prefeito Marcelo Crivella (PRB) de reajustar o IPTU. Dos 32 parlamentares que votaram com o governo na terça-feira, 17 dizem agora que mudarão de lado na votação decisiva da semana que vem. Para que isso não ocorra, o grupo exige a volta da vereadora licenciada Teresa Bergher (PSDB) à Câmara para votar pelo aumento do IPTU — ela comanda atualmente a Secretaria de Assistência Social.

O grupo se reuniu ontem com o líder do governo, Paulo Messina (Pros), e mandou o recado. Para alterar o IPTU, Crivella precisa de no mínimo 26 votos. A conta não fecha.

Dos 32 parlamentares que votaram com o governo na terça-feira, 17 dizem agora que mudarão de lado na votação decisiva da semana que vem. 

Argumento
Os rebeldes afirmam que o natural é o titular assumir a vaga sempre que houver votação que gere desgaste no governo e na base, preservando o suplente. Citam o caso de Carlos Eduardo (SD), que deixou a Secretaria de Saúde e regressou à Câmara para reforçar a tropa de Crivella. E o dos secretários de Pezão, que retornaram à Alerj na época do pacote de austeridade.

IPTU em xeque
Para demonstrar força, os rebeldes não foram à sessão de ontem que discutiria emendas ao projeto. Por falta de quórum, a sessão caiu. E, por isso, a votação final teve que ser remarcada do dia 30 para o 31.

E agora, quem votará?
Não muito popular entre seus pares, Teresa, que se recusa a voltar à Câmara, rechaça o movimento liderado pelo suplente, Alexandre Arraes (PSDB): “Isso é uma total inversão de valores. O Arraes é vereador no exercício pleno do mandato. É da base do governo e tem sido atendido. Se eu voltar, ele vai pra casa dormir”.

Uber: irregularidade
A Uber será notificada pela prefeitura no Diário Oficial de hoje por publicidade irregular. Coordenador de Licenciamento e Fiscalização, Luiz Felipe Gomes afirma que carros foram vistos com adesivo publicitário no vidro traseiro, semelhante ao afixado em táxis: “Pela lei, toda publicidade deve ser autorizada e pagar a devida taxa. Isso é pirataria. Parte do tributo que deveria ir para os cofres municipais está indo para o Uber. Se insistirem, pagarão multa”.

Fiscal linha-dura
Gomes, que comanda a equipe que fechou o bar Ribas, no Leblon, tem fama de “implacável” na prefeitura.

Ameaçada
Tem político de olho na Subsecretaria de Esportes, comandada por Patrícia Amorim. E uma troca já é comentada nos bastidores. “Acho legítimo o interesse em uma subsecretaria que apresenta resultados. Mas acredito que o prefeito não vá politizar a pasta”, diz ela, professora de Educação Física e atleta olímpica.

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