Inovação é  a chave

O Brasil mergulha na criação de softwares e aplicativos, conforme percebe que sua vocação não está no desenvolvimento de hardware

Por O Dia

Há pelo menos dois grandes assuntos cada vez mais debatidos aqui no país — o que é muito bom para a turma da tecnologia. Um deles é inovação; o outro, empreendedorismo. E eles estão bastante ligados.

À medida que o país percebe que sua vocação não está exatamente no desenvolvimento de hardware, mas no mundo das ideias, vamos mergulhando na criação de software. E estamos na era dos aplicativos, planejados para os smartphones e para o mundo mobile em geral.

Um bom termômetro sobre quem está tocando esse mercado acaba de ser divulgado pela Fábrica de Aplicativos, cuja plataforma tem viabilizado a produção de dez mil novos aplicativos por mês.
Segundo a empresa, a maior parte dos seus 90 mil appers (ou seja, aqueles que produzem apps...) tem renda mensal familiar em torno dos R$ 3.500, e somente 7% informaram renda maior que R$ 10 mil. Dos pesquisados, 30% concluíram o Ensino Médio, e 23% não chegaram a completar esta etapa. Metade dos usuários tem entre 22 e 40 anos; e 26% tem entre 23 e 30 anos. Os homens representam 70% dos usuários da plataforma.

Daí que os perfis dos criadores de apps brasileiros ficam mais ou menos assim:

1. Os nativos digitais criam aplicativos de forma intuitiva baseados nos seus interesses pessoais, mas querendo aumentar sua presença digital frente a família, amigos, escola, comunidade, criando sua própria rede social.

2. Temos também o empreendedor mobile, que usa os apps para ganhar dinheiro online. E aí o céu é o limite da imaginação. Ora faturam com a venda de dentro do aplicativo, ora os desenvolvem e os vendem para outros. É aquele tipo de empreendedor desprendido, tão importante do mercado. Desapega

3. Já os inovadores investem no próprio negócio e querem incluir seu negócio no universo mobile. Para isso, agitam as redes sociais — não só no mundo online, mas também no real.

A Fábrica também identificou um perfil que classificou como a ‘agência digital’, com empresas de marketing fazendo uso profissional da plataforma. São revendedores de aplicativos que encontraram no mercado mobile uma nova oportunidade de prestação de serviços e aumento de portfólio. Em qual deles você se enquadra?

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Por falar em inovação. Deu uma tremenda repercussão a coluna da semana passada, tratando do Uber, aplicativo que permite que você contrate serviços de motorista diretamente, sem intermediação. Muitos taxistas me escreveram — e furibundos. Pensam que estou, assim, estimulando a pirataria. Não é esse o problema. O Uber se encaixa no que o setor costuma chamar de ‘tecnologia disruptiva’, ou seja, que chega para virar o mercado de cabeça para baixo. O Uber é uma dessas, assim como o AirBnB, que viabiliza o aluguel de imóveis em todo o mundo. Isso significa que muita água ainda vai correr.

Leitura de bordo: Mr. Jack London

Acaba de sair pela Editora Imago mais um livrão do Jack London, reunindo dezenas de seus posts orinalmente publicados na web. Chama-se “O mundo real vai acabar amanhã”, mesmo título de um dos posts mais marcantes da globosfera. Quando publicado, em junho passado, o textinho rendeu mais de um milhão de visualizações e 46 mil recomendações de leitores. Para um assunto tão sério quanto inovação, são números excelentes.

Estamos num momento em que a realidade virtual já deixou de ser uma ficção científica, e o Jack explica tudo com muita clareza, por mais que ele seja um senhor delirante, no bom sentido, mas devidamente embasado pela experiência e por estatísticas sérias. Isso o faz acertar nas previsões e, portanto, torna-o leitura obrigatória para quem está se dedicando ao mundo da tecnologia. Como se não bastasse, o texto flui que é uma beleza. Acabei de receber o livro aqui, e ainda não o peguei de jeito, mas certamente voltará a frequentar esta coluna. Ah, sim: o livro tem 192 páginas sai a R$ 30. Já o ebook custa R$ 21.

Feliz Natal e muitas novidades em 2015

Esta coluna entra em recesso e só volta a ser publicada em janeiro. Foi muito bom perceber, no ano que se acaba, a força com que o assunto inovação tem sido debatido em todos os cantos. A coluna deseja, portanto, muitas boas novidades para 2015. Precisamos disso.

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