Toyota inova com a oferta de carro movido por células de hidrogênio

Ao dispensar o petróleo, lançamento marca novo momento na mobilidade ao mudar a balança mundial que prevaleceu no último século

Por O Dia

O lançamento do Toyota Mirai, primeiro carro comercial movido por eletricidade proveniente de células de hidrogênio, marca um novo momento na mobilidade. Ao dispensar o petróleo e suas implicações políticas e econômicas, o carro a hidrogênio consegue mudar a balança mundial que prevaleceu no último século. Pai de muitas guerras, o petróleo, hoje bem mais barato, será promovido a insumo petroquímico, nem por isso menos importante. Até o Mirai vai continuar a usá-lo em partes plásticas.

Mas isso também tem seus limites com a evolução dos materiais reciclados, fibra de coco e de outros vegetais que hoje já estão sendo aplicados em vários carros a gasolina e nos flex brasileiros, como o Ka. O modelo da Toyota nasce sucesso. A previsão inicial de produção de três unidades por dia foi ultrapassada por uma demanda faminta por novidades. A marca planejou fazer 700 carros até o fim do ano e já tem 1,5 mil encomendas firmes. Mais que o dobro.

A Toyota já tem 1%2C5 mil encomendas do Mirai%2C mais que o dobro do planejamento da marcaDivulgação

Não é para menos. O Mirai é puxado por um motor elétrico, acionado por um conversor e por baterias, que são alimentadas também pela energia cinética da desaceleração e das frenagens. Na base do carro há uma célula de combustível de hidrogênio, que recebe o gás de dois tanques de alta pressão e o mistura com o oxigênio de fora. A célula de combustível divide as moléculas de hidrogênio, o que gera eletricidade conduzida ao conversor, que gira o motor.

O oxigênio se une, então, às moléculas de hidrogênio, no fim do processo, e forma água, a única emissão deste modelo. Antes disso, capta oxigênio pelas imensas grades dianteiras, com a tecnologia da separação da molécula do hidrogênio.

Muito além da ciência, a imaginação pode perceber como a conta da mobilidade vai mudar em poucos anos.

A autonomia do Mirai é de 600 quilômetros, aproximadamente, ou uma vez e meia Rio-São Paulo, o que estanca projetos de elétricos de grande autonomia, pelo menos até a chegada das baterias de fluxo, com elementos líquidos, que prometem também muito mais do que uma via Dutra de liberdade.

A partir daí a questão será econômica. Qual modelo pode ser montado com menor custo, preços de manutenção e de abastecimentos — de eletricidade ou de hidrogênio.

Mas a marca globalizou sua sabedoria ao liberar as patentes de produção do carro movido a hidrogênio até 2020. Sem o pagamento de royalties. Assim, as concorrentes terão acesso a desenvolvimentos sensíveis das células, tanques e sistemas de controle. São mais de 5.600 patentes oferecidas à humanidade. Isso estimula as empresas de energia a desenvolverem a infraestrutura de distribuição de hidrogênio. A marca, sozinha, vai produzir dois mil carros em 2016 e 3.300 em 2017. Até lá, outros poderão estar colocando seus carros a hidrogênio na concessionária e, assim, o mundo começa a virar a página da exploração petrolífera, pelo menos no poluidor formato atual.

Blindado de fábrica

De olho no crescente mercado da segurança, a Mercedes-Benz passa a oferecer no Brasil o Classe E 250 Turbo Avantgarde VR4, que traz no pacote a vantagem da montagem original. A blindagem suporta tiros até de uma pistola Magnum.44 e, portanto, de armas leves e submetralhadoras. Com motor
de 211 cv, custa R$ 340 mil.

O Duster vai mudar

Em tempo de SUVs, três novidades estão a caminho do mercado nacional. Semana que vem, o compacto Honda HR-V será apresentado em Brasília e começa a fustigar o EcoSport. No fim de março, o Duster renovado terá design semelhante ao do conceito Oroch. Em abril, chega o Jeep Renegade.

Carro mundial do ano 2015

O Passat venceu os outros dez finalistas e conquistou o título de Carro Mundial do Ano 2015, em resultado revelado no Salão de Genebra. Apontado como o melhor por 58 jornalistas europeus de 22 países, o Passat é entregue repleto de novas tecnologias eletrônicas.

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Toyota inova com a oferta de carro movido por células de hidrogênio O Dia - _legado_Notícia

Toyota inova com a oferta de carro movido por células de hidrogênio

Ao dispensar o petróleo, lançamento marca novo momento na mobilidade ao mudar a balança mundial que prevaleceu no último século

Por O Dia

O lançamento do Toyota Mirai, primeiro carro comercial movido por eletricidade proveniente de células de hidrogênio, marca um novo momento na mobilidade. Ao dispensar o petróleo e suas implicações políticas e econômicas, o carro a hidrogênio consegue mudar a balança mundial que prevaleceu no último século. Pai de muitas guerras, o petróleo, hoje bem mais barato, será promovido a insumo petroquímico, nem por isso menos importante. Até o Mirai vai continuar a usá-lo em partes plásticas.

Mas isso também tem seus limites com a evolução dos materiais reciclados, fibra de coco e de outros vegetais que hoje já estão sendo aplicados em vários carros a gasolina e nos flex brasileiros, como o Ka. O modelo da Toyota nasce sucesso. A previsão inicial de produção de três unidades por dia foi ultrapassada por uma demanda faminta por novidades. A marca planejou fazer 700 carros até o fim do ano e já tem 1,5 mil encomendas firmes. Mais que o dobro.

A Toyota já tem 1%2C5 mil encomendas do Mirai%2C mais que o dobro do planejamento da marcaDivulgação

Não é para menos. O Mirai é puxado por um motor elétrico, acionado por um conversor e por baterias, que são alimentadas também pela energia cinética da desaceleração e das frenagens. Na base do carro há uma célula de combustível de hidrogênio, que recebe o gás de dois tanques de alta pressão e o mistura com o oxigênio de fora. A célula de combustível divide as moléculas de hidrogênio, o que gera eletricidade conduzida ao conversor, que gira o motor.

O oxigênio se une, então, às moléculas de hidrogênio, no fim do processo, e forma água, a única emissão deste modelo. Antes disso, capta oxigênio pelas imensas grades dianteiras, com a tecnologia da separação da molécula do hidrogênio.

Muito além da ciência, a imaginação pode perceber como a conta da mobilidade vai mudar em poucos anos.

A autonomia do Mirai é de 600 quilômetros, aproximadamente, ou uma vez e meia Rio-São Paulo, o que estanca projetos de elétricos de grande autonomia, pelo menos até a chegada das baterias de fluxo, com elementos líquidos, que prometem também muito mais do que uma via Dutra de liberdade.

A partir daí a questão será econômica. Qual modelo pode ser montado com menor custo, preços de manutenção e de abastecimentos — de eletricidade ou de hidrogênio.

Mas a marca globalizou sua sabedoria ao liberar as patentes de produção do carro movido a hidrogênio até 2020. Sem o pagamento de royalties. Assim, as concorrentes terão acesso a desenvolvimentos sensíveis das células, tanques e sistemas de controle. São mais de 5.600 patentes oferecidas à humanidade. Isso estimula as empresas de energia a desenvolverem a infraestrutura de distribuição de hidrogênio. A marca, sozinha, vai produzir dois mil carros em 2016 e 3.300 em 2017. Até lá, outros poderão estar colocando seus carros a hidrogênio na concessionária e, assim, o mundo começa a virar a página da exploração petrolífera, pelo menos no poluidor formato atual.

Blindado de fábrica

De olho no crescente mercado da segurança, a Mercedes-Benz passa a oferecer no Brasil o Classe E 250 Turbo Avantgarde VR4, que traz no pacote a vantagem da montagem original. A blindagem suporta tiros até de uma pistola Magnum.44 e, portanto, de armas leves e submetralhadoras. Com motor
de 211 cv, custa R$ 340 mil.

O Duster vai mudar

Em tempo de SUVs, três novidades estão a caminho do mercado nacional. Semana que vem, o compacto Honda HR-V será apresentado em Brasília e começa a fustigar o EcoSport. No fim de março, o Duster renovado terá design semelhante ao do conceito Oroch. Em abril, chega o Jeep Renegade.

Carro mundial do ano 2015

O Passat venceu os outros dez finalistas e conquistou o título de Carro Mundial do Ano 2015, em resultado revelado no Salão de Genebra. Apontado como o melhor por 58 jornalistas europeus de 22 países, o Passat é entregue repleto de novas tecnologias eletrônicas.

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