01 de janeiro de 1970
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Tudo igual no placar e na vontade de vencer

Fogão fica no 0 a 0 com o Grêmio e joga por empate com gols, no Sul, para ir à semifinal da Libertadores

Por MARCELO BERTOLDO [email protected]

Convocado, o torcedor alvinegro fez sua parte. Exibiu uma réplica gigante da camisa do Botafogo no Nilton Santos para deixar claro, no mosaico, a expectativa para a decisão com o Grêmio: 'Não se veste. Tem-se honra.' O empate em 0 a 0 não estava nos planos, mas o pedido continua valendo para o confronto de volta, quarta-feira, em Porto Alegre, que selará um dos semifinalistas da Libertadores da América.

Em uma decisão de 180 minutos, cada detalhe faz a diferença. Com as baixas de Geromel e Luan pelo lado do Grêmio, o mistério alimentado pelo técnico Jair Ventura confirmou a surpresa da escalação de Leo Valencia no lugar de Rodrigo Lindoso.

Dono do último passe, o chileno não se omitiu, tentou, mas errou mais do que acertou. O Botafogo, porém, chegou com perigo. Na melhor chance, Bruno Silva desviou de carrinho cruzamento de Gilson. O posicionamento mais à frente sobrecarregou o lado direito da defesa. Se Arnaldo rompia com extrema velocidade, Fernandinho fazia o mesmo pelo lado do Grêmio. A marcação de Bruno Silva sobre o veloz atacante não encaixou. E foi dessa maneira que ele quase marcou.

Sem Luan, machucado, os volantes gaúchos apoiaram com liberdade. Quando Arthur teve a chance de marcar, Gatito entrou em cena e espalmou para escanteio. Ao suportar a pressão alvinegra, tanto da arquibancada quanto dentro de campo, o Grêmio voltou mais confortável do intervalo. No entanto, logo no primeiro minuto do segundo tempo, o Fogão pediu pênalti de Edilson em Gilson, ignorado pela arbitragem.

Em busca de alguma vantagem para o segundo jogo, Jair apostou em Marcos Vinícius e Guilherme para tentar o gol. Porém, foi Fernandinho, de voleio, que quase marcou. Em cima da linha, Carli salvou. Dos males, o menor. O Fogão vai ao Sul bem vivo na disputa pela vaga na semifinal.