O TIRIRIPA DA FEIRA DE SÃO CRISTÓVÃO

Por O Dia

 Tiriripa, o garçom Valdiniz Dantas da Silva, da Feira de São Cristóvão
Tiriripa, o garçom Valdiniz Dantas da Silva, da Feira de São Cristóvão - Divulgação

"Eu sou o Tiriripa da Feira de São Cristóvão, ô abestado". É assim, com um sorriso no rosto, que o garçom Valdiniz Dantas da Silva, de 41 anos, recebe os visitantes do Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas. Nordestino nascido em Florânia, no interior do Rio Grande do Norte, ganha a vida na Cidade Maravilhosa desde 2002.

"Parece que foi ontem que eu vim para o Rio de Janeiro passar o Réveillon e fui ficando. Já trabalhei como garçom, auxiliar de escritório, vendedor de chapéus e motorista particular. E hoje sou artista da Feira de São Cristóvão com muito orgulho", diz Valdiniz.

Ele começou a carreira artística no circo em sua terra natal. "Eu devia ter uns 16 anos e era dono de circo com um amigo. Tinha trapezista, rola-rola e palhaço. Eu me dividia em todas as funções, éramos 20 pessoas. Foi um tempo bom, mas difícil. Passei necessidades e até fome, mas hoje estou feliz no Rio", conta.

O Tiriripa da Feira de São Cristóvão fala também do seu amor pelo local que o abraça desde 2010. "A Feira é minha vida. Tudo pra mim. Aqui ganho o meu pão, que alimenta minha família e meus dois filhos. Meu orgulho. Que ela continue no caminho certo, e digo mais, tem tudo para ser mais uma das maravilhas deste mundo", finaliza.

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