Dicas para evitar dor de cabeça na hora de comprar um seminovo

Associação de Defesa do Consumidor orienta clientes na hora de fechar aquisição de veículo usado

Por O Dia

Rio - Em tempos de crise, a procura pelo carro usado cresceu. Em meio a esse cenário, a Proteste, Associação de defesa do consumidor, aponta que esse mercado cresceu 14% no primeiro semestre em todo o país. Quem quer comprar um automóvel do tipo, contudo, deve prestar atenção na documentação, multas, impostos, taxas e outros detalhes que fazem a diferença entre um bom negócio e uma dor de cabeça. Para facilitar a vida do consumidor, a associação listou quatro importantes dicas que podem evitar dores de cabeça no futuro.

Vistoria veicular de empresas especializadas fornece diagnóstico preciso sobre as reais condições do automóvel, dando segurança para o cliente fechar a compra do seu usadoLeandro Eiró / Agência O Dia

Entre no site do Detran

Com os dados da placa e do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) em mãos, o consumidor deve fazer uma pesquisa de débitos e restrições. Na página, é possível encontrar informações sobre pagamento de imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), multas, inspeção veicular, licenciamento do ano, bloqueio por furto, registro de guincho e restrições.

Site do Ministério da Justiça

É possível que o automóvel tenha um recall pendente com a montadora. Se esse for o caso, o consumidor deve exigir o documento que comprove a execução do reparo indicado ou consultar o serviço de atendimento ao consumidor com os dados do chassi e Renavam do veículo para verificar a situação.

Golpe de venda casada

Quem pretende negociar o veículo atual como parte do pagamento do novo, preste atenção, pois algumas lojas 'exigem' que se faça um check-up ou vistoria cautelar. E, para tanto, cobram do consumidor este serviço. A medida é ilegal. Depois de pago, o carro do cliente será subavaliado. Daí para adiante, as duas opções restantes não são boas: ou o interessado decidirá por cancelar o negócio e perder o valor pela tal vistoria, ou dará continuidade e receberá um valor menor pelo seu veículo. O ideal é dar preferência para estabelecimentos isentos desta cobrança.

Conheça o vendedor

Quem compra um carro diretamente com o dono, não estará protegido pelo Código de Defesa do Consumidor. Portanto, só feche negócio se o preço compensar e se realmente conhecer o dono. Caso contrário, exija o Laudo Cautelar do veículo, um documento homologado pelo Detran, que atestará todo o histórico do carro e apontará, além dos débitos pendentes, qualquer informação como sinistro, registro de roubo ou furto, boletim de ocorrência por envolvimento em acidentes e até passagem por oficinas de seguradoras, o que pode indicar uma batida ou danos no passado. A Proteste possui o serviço Checkauto para os seus associados. Nele, é possível consultar mais de 150 itens sobre um veículo usado antes de comprá-lo. Acesse o site https://dekra.com.br/proteste/