Esplanada: Racha no PSB deixa ministro de Temer em situação delicada

Fernando Bezerra Filho garantiu ao presidente que tem votos de seis dos sete senadores do PSB, e de 17 de 33 deputados pelas reformas

Por O Dia

Brasília - O racha inusitado do PSB que colocou a executiva do partido contra as reformas da Previdência e Trabalhista deixou em situação delicada o ministro de Minas e Energia, o deputado Fernando Bezerra Filho (PSB-PE).

Cobrado pelo presidente Michel Temer na reunião com ministros na segunda, Bezerra Filho acusou o deputado Tadeu Alencar (PSB-PE) de inflamar a bancada, e ainda citou que Alencar controla um dos principais cargos do ministério em Pernambuco.

O ministro garantiu a Temer que tem votos de seis dos sete senadores do PSB, e de 17 de 33 deputados pelas reformas.

Na moita

Procurados, a assessoria do ministro não comentou o caso, e o deputado Tadeu Alencar não retornou as ligações.

Nova chance

O presidente Temer deu uma segunda chance ao ministro Bezerra filho, mas pediu empenho para que ele conquiste mais votos. Foi claro recado de que balança no cargo.

Prova de fogo

Todos os 15 ministros deputados serão exonerados por três dias semana que vem, paraangariar votos nas suas bancadas. A votação da reforma trabalhista será o teste.

O Clube VIP

Colegas próximos da subprocuradora da República Raquel Dodge saem em defesa dela sobre a proposta de estancar a transferência de promotores para Brasília. A medida, em análise no Conselho do MP, é tentativa de dosimetria para não haver farra. Brasília é o céu para a categoria e centenas de promotores querem trocar seus Estados pelo DF.

A escolhida

Em tempo, Raquel é a escolhida de Michel Temer para suceder Rodrigo Janot na PGR. O anúncio será em breve. Em seu currículo, está a prisão do ex-governador José Roberto Arruda (DF) e do mafioso Hildebrando Pascoal. Ela tem bom trânsito político e é a favor da Operação Lava Jato.

Camburão a caminho

O encontro num corredor da Câmara da deputada Maria do Rosário (PT-RS) com o diretor da PF, Leandro Daiello, revelado ontem, foi fortuito. Ele reforçou para ela que a PF já investiga ameaças à petista. Documentos em texto e áudio foram entregues à PF.

Conselheiro 

O ex-chefe da Receita Everardo Maciel propaga a tese de que “sendo premiada, a delação é de interesse do delator, assumidamente criminoso”. Nem tanto, mestre. 

Guilhotina

O Palácio avisou que vai demitir de altos cargos dos ministérios apadrinhados dos deputados que votarem contra as reformas trabalhista a da Previdência.

Pediu arrego

A defesa de Agosthilde Mônaco, ex-assessor de Nestor Cerveró, pediu exclusão do processo por recebimento de dinheiro na compra da refinaria de Pasadena. Ele pedira dinheiro a Cerveró para tratar de problema de saúde de uma filha, na Europa, e diz que não sabia a origem do dinheiro.

Sonho...

Em vídeo publicitário da Odebrecht no Youtube direcionado aos argentinos, em 2015, a construtora mostra o patrono do grupo, Norberto Odebrecht (in memoriam), dizendo que não sabia onde iria chegar. Ainda bem. Morreu antes de ver a trememenda trapalhada do filho e do neto com a Justiça e a polícia.

...pesadelo

Norberto completa: “temos que sonhar o sonho do cliente”. Vê-se agora que os clientes (mandatários políticos) sonhavam grande. Assista neste link: https://bit.ly/2oJlO4i

Atrás dos clientes

A Agência Turbo, Arena Games e Cataratas JL Shopping lançaram o jogo Shop Shopping na internet. É uma forma nova de atrair os clientes, que passam de fases e ganham descontos e produtos das lojas conveniadas. Mais em: shopshopping.com.br. 

É outra!

A Coluna trocou Lina por Lytha. Erramos. Lytha Spíndola, citada por delator na Lava Jato, nunca foi secretária da Receita, como publicado ontem. Lina Vieira sim. Era com ela que Dilma Rousseff tinha implicância. Aliás, a defesa de Lytha crava que não há nenhuma prova contra ela e são ilações as acusações.

LIDE

O LIDE informa que João Dória Jr se afastou do comando. O grupo agora tem Luiz Fernando Furlan como grupo está sob o comando de Luiz Fernando Furlan, Roberto Giannetti da Fonseca e Gustavo Ene.

Coluna de Leandro Mazzini

Últimas de Brasil