Amor de vidas passadas volta para Emília em 'Além do Tempo'

Emília e Bernardo se reencontram após uma longa separação no capítulo de quinta-feira

Por O Dia

Rio - O sorriso de Ana Beatriz Nogueira, 47 anos, anda cada vez mais raro. Não na vida, mas na arte. Quando entra no estúdio para gravar suas cenas em ‘Além do Tempo’, a atriz precisa deixar a alegria do lado de fora para embarcar no universo dramático de Emília. A amargura não é gratuita. Nem eterna. O reencontro com Bernardo (Felipe Camargo), pai de sua filha Lívia (Alinne Moraes), e com quem teve um romance interrompido no passado por acreditar que ele estava morto, faz tudo, definitivamente, mudar de cor. “No início da novela, a Emília não tinha um raio de doçura, mas, quando ‘ressuscitou’, após sobreviver a um atentado, ela já ficou um pouco mais doce. E agora que esse amor está vivo, foi voltando um pouco ao que era no passado. Com a volta do Bernardo, a Emília passa a ter vontade de viver, coisa que ela já não tinha mais. O Bernardo é um amor de várias encarnações”, diz a atriz, que já gravou o reencontro do casal que irá ao ar na quinta-feira.

Reencontro de Emília e Bernardo em 'Além do Tempo'Divulgação

A temática espírita de ‘Além do Tempo’ não é íntima de Ana Beatriz, mas ela é do tipo de pessoa que não duvida de nada. “Eu acredito em reencarnação. Na verdade, eu não desacredito. É bonito aprender, voltar. Eu acho interessante e respeito tudo que nos dá conforto, todas as religiões. Sou católica de formação, mas acredito em quase tudo”, comenta.

Acredita, inclusive, no amor. “Amar e se sentir amada faz parte da vida. Mas a gente pode ser amada de milhares de maneiras, pelo seu cão, por Deus. O amor é necessário nem que seja imaginário, senão a solidão é muito grande. Mas amor é uma palavra muito jogada fora. Às vezes, vira uma palavra banal. O mesmo acontece com a felicidade. As pessoas falam em felicidade como se fosse simples como comprar uma dúzia de bananas ali do lado. Mas ser feliz é coisa à beça”, observa.

E essa tal felicidade tem lugar na novela das 18h. Nem as cenas de Emília com forte carga dramática são capazes de deixar sua intérprete de baixo astral. “Meu humor está maravilhoso. Consigo me desligar da emoção da personagem. O que fica é o cansaço, mas o cansaço físico. O choro, a emoção, cansam. Na vida, quando a gente tem um dia triste, a gente fica acabada, é normal. Fico fisicamente cansada, mas não permaneço triste”, avisa.

E se tem uma coisa que Ana Beatriz evita é aborrecimento. “Não tenho rede social justamente porque não gosto de coisas desagradáveis. Sou uma dinossaura do computador. Não gosto nem de grupo de WhatsApp. Sou sempre a primeira a sair do grupo”, diverte-se. Ainda que não esteja sempre conectada à internet, a atriz toma conhecimento das críticas que o seu trabalho recebe, sejam elas positivas ou negativas. “Fico contente com elogio. E se não gostam de algo que eu faço, falo: ‘Que pena’. A crítica negativa faz parte do pacote. Não vou parar a minha vida por causa disso, mas não ignoro”, afirma.

O que Ana Beatriz faz questão de ignorar é o culto à celebridade. “Não tenho nenhuma vontade de ser celebridade, não faço nenhum esforço para isso, ao contrário. Tenho pavor! A minha personalidade é assim, quietinha. Não tenho o menor interesse em falar de vida pessoal. Só tenho vontade de ser atriz, de aprender mais o meu ofício com o passar do tempo”, revela.

Mas que ninguém pense que a intérprete da Emília de ‘Além do Tempo’ é avessa à fama ou a ser reconhecida nas ruas. “Não me incomodo de ser abordada, imagina. Sou uma mulher de teatro, público a gente conquista um a um. São eles que nos sustentam.”

Novo tempo

Não é exagero dizer que ‘Além do Tempo’ vai virar praticamente uma outra novela a partir do capítulo 85, previsto para ir ao ar no final de outubro. A trama de Elizabeth Jhin deixará de se passar no século 19 para ser ambientada nos dias de hoje. A passagem de tempo representará uma nova vida dos personagens. “Não é uma segunda fase, é outra encarnação, é outra coisa mesmo. A segunda sinopse da novela já está aprovada, mas nós não conhecemos detalhes ainda. A preocupação por enquanto é fazer muito bem o século 19 e deixar para a gente se preocupar com a segunda história quando chegar a hora. A única coisa que eu sei é que a Emília vem rica e que eu e a Alinne vamos continuar sendo mãe e filha”, adianta Ana Beatriz.

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