Renaissance volta ao Brasil para turnê de cinco shows

Rio, Niterói, São Paulo e Belo Horizonte receberão as apresentações

Por O Dia

Rio - Hoje é difícil imaginar que a vocalista Annie Haslam não era da primeira formação da banda britânica de rock progressivo Renaissance. Entre 1969 e 1970, a cantora era Jane Relf. Annie, a moça da voz de cinco oitavas que aparece na capa do clássico disco ‘Ashes Are Burning’ (1973), só entrou na banda em 1971 e, com o tempo, tornou-se o rosto do grupo. Que volta ao Brasil para uma turnê de cinco shows: 24 de maio no Teatro Municipal de Niterói, dia 25 no Espaço das Américas, em São Paulo; dia 26 de volta ao Rio, no Vivo Rio; e prosseguindo para Porto Alegre (no Teatro do Bourbon Country) e Belo Horizonte (no Palácio das Artes) nos dias 27 e 28.

Annie%3A muitos pedidos de fãs Divulgação

“Na época em que entrei para a banda, não fazia a menor ideia de que minha vida ia mudar tanto!”, conta Annie, hoje uma senhora de 73 anos, em papo com O DIA. Mudou mesmo: a estudante de moda que entrou no grupo por meio de um anúncio em jornal estaria dentro em breve à frente de muitas turnês. E em shows ousados.

“Com quatro anos na banda eu já estava com eles em noites lotadas no Carnegie Hall, com a Filarmônica de Nova York”, lembra. Hoje, a banda não tem mais nenhum integrante original e da formação clássica, só sobrou a própria Annie. No Brasil estarão com ela Rave Tesar (teclados), Tom Brislin (teclados e voz), Mark Lambert (guitarra e vocais), Frank Pagano (bateria, percussão e vocais) e Leo Traversa (baixo e vocais).

Clássicos

O Renaissance já gravou quinze discos e esteve no Brasil em outros momentos.</MC> Annie diz que nesse tempo todo, já conseguiu sacar quais são os principais hits da banda no Brasil. “É sempre um problema escolher as canções dos shows, porque tem muitas que são as favoritas dos fãs. Eles são loucos para escutar as músicas dos discos ‘Ashes Are Burning’ e ‘Prologue’ (1972)”, diz, prometendo clássicos como ‘Mother Russia’, ‘Let it Grow’, e ‘Running Hard’. O grupo apresenta também três músicas do disco mais recente, ‘Grandine Il Vento’ (2013), lançado pelo próprio selo do grupo e por crowdfunding (arrecadação digital entre fãs). “Foi a única maneira pela qual conseguimos gravar um novo disco. O mercado da música mudou muito! Dois amigos nos falaram sobre isso, de crowdfunding, e para nós, funcionou muito bem”.

Niterói

De última hora, o Renaissance acabou agendando um show em Niterói, no Teatro Municipal. Trazer a banda a Niterói já era um sonho de Steve Altit, da produtora Top Cat — que está trazendo o Renaissance, dentro da Top Cat Concert Series, e é responsável também pela vinda dos 10.000 Maniacs ao Vivo Rio, em 2 de junho.

“Desde o início do projeto eu queria ter feito Niterói. Na época, entrei em contato com a prefeitura para viabilizar os shows no Caminho Niemeyer ou no próprio Municipal”, lembra, dizendo que a crise, naquela hora, fez com que a ideia não se concretizasse. Steve acabou desenvolvendo a ideia por conta própria e agendando a data no Municipal. “Quero poder levar outros grandes shows lá!”

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