Paulo Barros deixa a Mocidade após amargar 7º lugar no Carnaval deste ano

Carnavalesco teve uma reunião com o patrono da escola de samba nesta terça-feira

Por O Dia

Rio - O Carnaval de 2015 já acabou, mas a ressaca ainda não. A relação entre o carnavalesco Paulo Barros e o bicheiro Rogério de Andrade, patrono da Mocidade Independente de Padre Miguel, chegou ao fim ontem à tarde. Numa reunião com a diretoria da escola, Barros comunicou que não renovaria seu contrato, pegando todos de surpresa.

Em nota publicada pelo site Sambarazzo, o carnavalesco anunciou seu desligamento de forma breve e sem entrar em polêmica, preferindo agradecer a Rogério Andrade pela oportunidade de ter trabalhado na escola de Padre Miguel. Apesar de badalado, o “casamento” de Paulo Barros e a Verde e Branca da Zona Oeste durou apenas um ano, sem sucesso, uma vez que a escola não conseguiu sequer uma vaga no Desfile das Campeãs no Carnaval 2015.

Paulo Barros deixa a MocidadeAgência O Dia

“Guardarei na minha memória todos os momentos únicos que vivenciei nesta fantástica escola. Da minha calorosa e sensacional recepção em todas as vezes que pisei na quadra até o momento de cruzar a linha final do desfile na Marquês de Sapucaí. Vivi momentos inesquecíveis, tamanha energia da comunidade”, disse Barros.

Rogério Andrade também preferiu se pronunciar por meio de nota, lamentando a decisão de Paulo Barros. Mas aproveitou para cutucá-lo, lembrando que apostou todas as fichas no artista, mesmo contra a sua vontade.

“A agremiação acreditou em todas as ideias do artista, inclusive as que influenciavam diretamente em outros quesitos. Mesmo não vendo a imensa expectativa ser correspondida à altura em alguns pontos do desfile, pretendíamos apostar na continuidade e na maior adaptação do artista à Mocidade Independente de Padre Miguel”, disse, em nota.

Barros estava de olho nas concorrentes

Apesar das declarações de parte a parte, após o Carnaval, sinalizando a permanência de Barros em Padre Miguel, nos bastidores sabia-se que sua permanência era difícil.

Rogério de Andrade e o carnavalesco, ambos com temperamento explosivo, nunca se bicaram. Tanto que, mesmo antes dos desfiles deste ano, Paulo Barros já havia iniciado negociações com outras escolas, como a Grande Rio.



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