'Não sou mulher de malandro', afirma Nanda Ziegler, atriz de 'Pecado Mortal'

Para ela, a stripper Xuxu tem o perfil de ‘mulher de malandro’, que sempre volta para o parceiro violento depois de apanhar

Por O Dia

Rio - Pela arte, Nanda Ziegler apanha para valer. A atriz mineira, de 32 anos, não tem o menor pudor em dar a cara a tapa nas cenas em que sua personagem, a stripper e prostituta Xuxu, é agredida pelo policial corrupto Picasso (Victor Hugo), em ‘Pecado Mortal’, da Record. Xuxu é o saco de pancadas do detetive. No início da trama, ela foi estuprada por Picasso, numa das cenas que a atriz considera a mais forte da carreira. 

Nanda Ziegler diz que cenas de strip-tease na novela ‘Pecado Mortal’ apimentam a relaçãoMárcio Mercante / Agência O Dia


“Não é fácil, é uma entrega emocional muito grande”, diz Nanda, que está desde 2006 na Record, onde atua em sua oitava novela. A atriz queria fazer a cena bem feita, tanto que pediu a Victor Hugo que lhe batesse de verdade. “Na hora de gravar, ele me bateu uma vez, e não foi! Bateu a segunda vez, e não foi! Estava com medo de me machucar. Aí, teve uma hora que falei: ‘Olha aqui, se você não me bater, eu vou te bater’. Nossa, acho que subiu uma raiva do âmago do Victor que ele me sentou a mão!”, conta ela, ao risos.

Mas, se na ficção dispensa dublês para dar mais veracidade à violência, na vida real a atriz não curte nem um tapinha, aquele que não dói — como diz o funk da Furacão 2000 — e que, dizem, apimenta a relação.“Não sou dessas que acha que um tapinha não dói. Ele dói, sim. Acho que isso estimula a violência”, decreta Nanda. “Pra mim, se a pessoa aceita apanhar, se o tapa é levinho ou forte, é sinal de que ela gosta da agressividade”.

Para a atriz, a stripper tem o perfil de ‘mulher de malandro’, que sempre volta para o parceiro violento depois de apanhar. Nanda lamenta que ainda existam mulheres como Xuxu: “A gente ainda vê no noticiário como elas não procuram seus direitos, muitas não conhecem a Lei Maria da Penha. A novela veio para alertar sobre essa violência”.

A atriz define como “doentia” a relação das vítimas com seus agressores: “A mulher tem que se dar valor. Não precisa de bengala, pode caminhar sozinha, ser independente. É difícil, mas não é impossível”. 

Atriz não tem o menor pudor em dar a cara a tapa nas cenas em que sua personagem é agredida pelo policial corrupto PicassoDivulgação


Se livrar dos cafajestes, diz ela, é o primeiro passo. “Muitas mulheres se sentem atraídas por esse tipo de homem. É baixa autoestima”, avalia. Mas a atriz aponta que não é difícil identificar homem assim. “O olhar é a janela da alma. Se o cara te olha te desejando de forma agressiva, te comendo com os olhos, você já sabe que ele é cafajeste. Já fui muito olhada por cafajestes”, conta, aos risos.

Casada há oito anos com o diretor geral da novela, Alexandre Avancini, com quem tem um filho, Enrico, de 6 anos, Nanda diz que jamais viveria um amor bandido como o de sua personagem. “Não sou mulher de malandro, não me sinto assim. Pelo contrário, hoje em dia o que a mulher precisa é de ser bem tratada, de cavalheirismo, de homem que abre a porta do carro”.

A parceria com Avancini é total. “Mais do que marido e mulher, somos amigos e companheiros de trabalho. A gente não é só um casal na cama, é além disso”, resume. “A gente não tem ciúme um do outro, não tem nada. Alexandre é muito profissional, e aprendi muito com ele”.

Além das cenas de violência, Nanda mostra seu lado sensual nas sequências de strip-tease na boate para uma plateia de 100 figurantes. “Não é fácil dançar, se insinuar na frente de tanta gente. Mas adoro essas cenas. O ego infla. Tem 100 pessoas estimulando você a dançar, a tirar a roupa... É ótimo para a autoestima”, confessa ela, que faz aulas de dança sensual duas vezes por semana e aplica tudo o que aprende no seu dia a dia. “Meu casamento está enlouquecedor (risos). Recomendo para as mulheres. Com a dança, a gente conhece nosso corpo, se diverte e ainda dá um plus na relação”.

Com 1,69m e 54kg, a atriz malha três vezes por semana e já fez todo tipo de dieta para manter as curvas impecáveis. Ela diz que lida bem com a superexposição do corpo e a sensualidade. “Este tipo de trabalho me faz sentir bem. Nunca tive problema em fazer papéis sensuais”, garante. “Não é que eu seja sensual. Não me vendo como uma pessoa sensual. Acho que cada mulher tem uma sensualidade diferente”.

Como está chamando a atenção, Nanda não descarta a possibilidade de posar nua se rolar o convite. “Por que não? Depende da proposta”, avisa.

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