Tetra no Pan de Toronto é final feliz para documentário sobre Marcel Sturmer

Patinador que conquistou no Canadá seu quarto ouro seguido nos Jogos está produzindo um filme sobre sua carreira

Por O Dia

Canadá - Conseguir por quatro vezes seguidas ser o melhor do continente é um feito que merece ser registrado. Marcel Sturmer faz sua parte para preservar seu legado na patinação artística. Primeiro brasileiro a ser tetracampeão em Jogos Pan-Americanos, o gaúcho está produzindo um documentário sobre sua trajetória, do primeiro ouro em Santo Domingo-2003 até o "final feliz" em Toronto, no último domingo.

Marcel Sturmer fez história no Pan de TorontoEfe

"Estrada para Toronto" tem imagens produzidas pelo próprio patinador e por uma equipe de filmagem, que acompanha treinos no Brasil e no exterior. Como não há ninguém no Canadá para registrar seus passos, Sturmer tem gravado momentos na Vila Pan-Americana para o documentário.

Ele, por enquanto, não quer contar quais momentos registrou de sua passagem pelo Pan de Toronto. "É segredo. Vai ter de assistir para ver", limitou-se a dizer Sturmer, que pretende postar em breve o vídeo em seu canal no Youtube - a série já tem quatro episódios publicados.

Marcel Sturmer brilha em Toronto e fatura o quarto ouro seguido Divulgação COB

Marcel Sturmer reafirmou que o Pan de Toronto será o último da carreira, em função do recorde seguido de ouros, embora 2015 não signifique o ano de aposentadoria. Ele ainda não sabe de qual forma, mas pensa em ajudar em breve, mas do lado de fora da pista de patinação, a modalidade que o consagrou.

"O que eu quero deixar de legado para a patinação, muito mais do que esse recorde, é que comecei com tudo contra mim. Comecei num esporte que nunca tinha conquistado uma medalha mundial e era pouco divulgado pela mídia, ou quase nada. Acho que minha trajetória resume muito o que aconteceu na minha performance (no Pan de Toronto): podem existir pequenos erros, mas não dá para desistir nunca porque o final pode ser bom, e é isso que quero que as pessoas levem", disse o patinador, ouro nos Jogos Mundiais de 2013, para depois reclamar da falta de apoio no esporte brasileiro em geral.

"Sempre foi muito difícil. Ajuda zero ou alguma ajuda, mas eu não posso reclamar. Tenho meus patrocínios, o primeiro que assinei foi quando ganhei meu primeiro Pan (em Santo Domingo-2003) e desde então fui patrocinado, algumas vezes mais, outras menos. O que fica a reflexão para o país é que eu tive de ganhar um Pan-Americano para ter um patrocínio. Como a gente é um país que é sede olímpica, que já sediou um Pan e se diz cultura esportiva, em que você espera um atleta ser campeão pan-americano para ter a primeira ajuda de custo dele?", desabafou.

Reportagem de Thiago Rocha

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