Enderson com a corda no pescoço

Se não vencer o Palmeiras, técnico dificilmente ficará no Flu

Por O Dia

Rio - O futuro de Enderson Moreira como técnico do Fluminense é incerto. A quinta derrota em seis partidas no returno do Brasileiro aumentou a pressão sobre ele. Ao decidir bater de frente com os medalhões em má forma física e técnica, o treinador valorizou a prata da casa, mas não obteve os resultados esperados. Em queda livre, o Tricolor já teme a perigosa proximidade da zona da degola. Convicto de suas escolhas, Enderson tem consciência de que um novo tropeço contra o Palmeiras, nesta quarta-feira, no Maracanã, poderá selar seu destino nas Laranjeiras.

Sem vencer há seis jogos%2C Enderson Moreira está pressionado no FluminenseDivulgação

Com o apoio de Fred, o técnico tenta arrumar a casa. Dividida, a diretoria se mantém em silêncio. Com respaldo declarado do vice de futebol Mário Bittencourt e do diretor-executivo Fernando Simone, Enderson vê o FluSócio na contramão. Principal aliado político do presidente Peter Siemsen, o grupo pediu a cabeça do técnico. A falta de opções no mercado, porém, pesa a favor de Enderson, que não pretende entregar o cargo.

Técnico diz estar tranquilo

“A pressão existe em todo momento, desde quando você pisa no clube. Somos pressionados por resultados constantemente. Isso não nos tira a tranquilidade, a vontade de fazer com que as coisas funcionem bem. Quem não está acostumado com a pressão não pode trabalhar. Sempre queremos que o Fluminense possa vencer. Entendemos o torcedor, que está decepcionado”, disse Enderson, ao site ‘Globoesporte.com’.

VEJA MAIS: Confira a tabela e classificação do Campeonato Brasileiro

Este ano, Cristóvão Borges e Ricardo Drubscky foram os antecessores do atual treinador no Fluminense. O método de trabalho de Enderson agrada à maioria dos jogadores. Mas, no futebol brasileiro, são os resultados que costumam ditar a regra do jogo.

Assis ataca preparação física feita para R-10

Recuperado de amigdalite, Ronaldinho Gaúcho é opção para a partida contra o Palmeiras. Fora dos últimos três jogos, R-10 teve tempo para curar a infecção e apurar a questionada forma física. Com o irmão e cliente isolado nas últimas semanas, Assis assumiu o papel de advogado e contestou a preparação física feita para o craque.

LEIA MAIS: Notícias, contratações e bastidores: confira o dia a dia do Fluminense

“Querem que ele seja um super-homem. Não existe, no planeta, um atleta com 60 dias parado jogar após somente três dias de treinamento. O Ronaldo se doou, se entregou, via a necessidade do clube e foi comentado por todos que era um momento difícil. Foi pulada essa etapa. A preparação ideal não foi feita”, criticou Assis em entrevista nesta segunda-feira à Rádio Brasil.