Ibovespa cai 1,43% pressionado pelas ações da Petrobras

Papel da estatal recua mais de 5% e ações da Oi despencam 14% em meio a incertezas na negociação de ativos com o grupo Altice

Por O Dia

A Bovespa fechou a segunda-feira em queda, alinhada à trajetória negativa em Wall Street, e tendo Petrobras entre as principais pressões negativas, em meio à forte queda do petróleo no mercado internacional.

Os papéis preferenciais da Oi despencaram 14%, em meio a incertezas relacionadas à conclusão da venda dos ativos portugueses da brasileira para o grupo europeu Altice, após acionistas da Portugal Telecom SGPS adiarem assembleia que votaria sobre o negócio. As ações preferenciais da Petrobras perderam 5,21% e as ordinárias recuaram 5,60%.

O Ibovespa encerrou em baixa de 1,43%, aos 48.139 pontos. O volume financeiro do pregão somou R$  5,2 bilhões. A desvalorização do setor de educação também pressionou o índice, que teve a segunda queda seguida.

Dólar

O dólar subiu mais de 1% sobre o real nesta segunda-feira, corrigindo parte da queda vista no fim da semana passada, em um dia sem divulgação de indicadores econômicos relevantes.

A moeda norte-americana subiu 1,11%, a R$ 2,6682 na venda. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro estava em torno de US$ 1,5 bilhão.

Na semana passada, a moeda norte-americana acumulou queda de 1,99%.  "Houve uma correção da semana passada (neste pregão), quando teve um movimento anormal", disse o especialista em câmbio da Icap Corretora Italo Abucater.

No pregão anterior, o dólar havia fechado em queda pelo segundo dia seguido após a inesperada queda dos salários nos Estados Unidos em dezembro reforçar apostas de que o Fed seria "paciente" para elevar os juros.

Mas muitos economistas dos maiores bancos de Wall Street permaneciam convencidos de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, começará a aumentar os juros em junho, e não mais tarde, mostrou uma pesquisa da Reuters.

Taxas mais altas têm potencial para atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados em outras praças financeiras, como a brasileira, afetando o fluxo cambial.

Nesta sessão, o dólar também foi influenciado pela queda do preço do petróleo, com o Brent abaixo de US$ 48 o barril.

Internamente, o mercado ainda esperava novas medidas da equipe econômica --liderada pelos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, do Planejamento, Nelson Barbosa e pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini-- que mostrem mais austeridade fiscal.

"Precisamos de medidas que não caiam no mesmo posicionamento do ano passado, sem dar frutos", disse o gerente de câmbio da Treviso Corretora Reginaldo Galhardo.

Nesta manhã o Banco Central continuou com suas intervenções diárias, vendendo a oferta total de até 2 mil swaps cambiais, com volume correspondente a 98,5 milhões de dólares. Foram vendidos 1 mil contratos para 1º de setembro e 1 mil contratos para 1º de dezembro de 2015.


Últimas de _legado_Notícia