Cautela e programação na compra da casa própria

Especialista dá dicas para fazer a escolha mais apropriada na escolha do futuro imóvel

Por O Dia

Rio - Novo ou usado? Andar alto ou baixo? Qual o melhor bairro? São muitas as dúvidas na hora de escolher um novo imóvel para morar. Segundo o diretor Comercial da construtora e imobiliária Bambuí, Humberto Furlanetto, o principal é que o apartamento atenda às necessidades dos futuros moradores. Para ajudar na decisão, o executivo da Bambuí listou algumas dicas:

O bairro deve ser escolhido de acordo com as suas necessidadesDivulgação

1 – Opte pelo bairro conforme as suas necessidades. Muitos acham que a região mais famosa ou badalada é uma boa escolha. No entanto, o ponto principal é que este local possa colaborar com a qualidade de vida do futuro morador. Morar perto do trabalho, colégio dos filhos, supermercados, parques ou shopping, por exemplo, pode ser mais importante do que estar no bairro mais nobre. Afinal, até que ponto vale a pena gastar mais tempo em trânsito do que em casa?

2 - Vá acompanhado para conhecer o imóvel. Ter a companhia de um corretor credenciado pelo Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci) e vinculado a alguma imobiliária tradicional pode ajudar muito, uma vez que tais profissionais são treinados para apresentar os detalhes de cada produto. Caso seja do seu interesse realizar modificações, uma visita ao imóvel com seu arquiteto e com um engenheiro podem ser de grande valia. Muitas incorporadoras oferecem esse serviço.

Cuidado com o apartamento decorado%2C pois geralmente a planta é alterada para encantarDivulgação

3 – Cuidado com o decorado. Ao entrar em um apartamento decorado, o desejo de ter uma casa como aquela cresce. Entretanto, é preciso lembrar que ele é feito para potencializar todo o apartamento, mas não necessariamente está conforme anunciado. É comum ver, por exemplo, um anúncio de quatro suítes e entrar em um decorado transformado em três suítes para ter uma sala mais ampla. Tudo é feito para encantar. Minha sugestão: solicite as plantas do imóvel (no caso de lançamento) e procure seu arquiteto para saber se os ambientes lhe atenderão plenamente.

4 – Andar alto ou baixo? Os primeiros andares são os mais concorridos por quem tem medo de altura ou quer economizar. A desvantagem é estar mais próximo da rua e também do barulho da área de lazer, por exemplo. Nos andares mais altos, a vista costuma ser mais privilegiada. Um ponto contra é o fato destes apartamentos estarem mais suscetíveis ao aparecimento de trincas. Vale ressaltar que problemas com trincas têm diminuído à medida que as técnicas construtivas melhoram e a mão de obra se qualifica.

5 - Atenção ao acabamento. Nos apartamentos novos, o acabamento do decorado pode ser diferente do que será entregue. Por isso, leia o material descritivo, disponível no cartório de registros e que pode ser solicitado ao corretor. Dê atenção especial aos tipos de pedras (bancadas), metais, instalações de ar-condicionado (drenos e rede frigorígena), tipo do piso (fabricante), pé direito (altura do apartamento. Solicite a altura livre, ou seja, do piso acabado ao forro de gesso), tipo de cobertura (massa corrida ou gesso rebaixado), esquadrias (tente identificar os fabricantes e a robustez das peças). Para os usados, faça uma boa vistoria, olhe se está em boas condições. Vale a pena verificar o valor do condomínio e as últimas atas de reunião para não ser surpreendido por taxas de rateios, que podem estar além da sua capacidade. Lembre-se de tirar ou exigir as certidões que garantem segurança ao negócio. Para quem não tem tempo ou experiência, solicite apoio jurídico da imobiliária capacitada.

6 - Pronto ou na planta? Dois fatores podem influenciar nessa decisão: o tempo de espera e o valor que poderá ser investido. Quando um apartamento é comprado
na planta, o comprador tem mais tempo para se planejar financeiramente. Já quando se tem dinheiro para uma boa entrada e a certeza que conseguirá financiar o restante, um empreendimento pronto — novo ou usado — pode ser o mais adequado.

7 – Faça um detalhado estudo financeiro para comprar o futuro imóvel. Muitas pessoas não conseguem visualizar que a parcela paga em um financiamento bancário é maior do que normalmente pagam à construtora. O ideal é que o futuro comprador tenha pelo menos de 40% a 50% do valor do imóvel quitado antes de pedir um financiamento. A compra de um imóvel deve ser a realização de um sonho e não o início de um pesadelo. Por isso, programe-se e assuma compromissos compatíveis
com a sua capacidade financeira. 

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