Ensino médio piora em SP, MG e mais 14 estados, segundo índice do MEC

Ideb é considerado o principal indicador educacional do Brasil

Por O Dia

Brasília - Os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2013, divulgados nesta sexta-feira, em Brasília, pelo Ministério da Educação (MEC), revelam que houve piora na qualidade do ensino médio em 16 estados. Além disso, o país não conseguiu alcançar a meta proposta de 3,6 para essa etada do ensino oferecida pela rede pública. O indicador nacional para o ensino médio ficou em 3,4.

O Ideb é considerado o principal indicador educacional do Brasil. O índice é calculado a cada dois anos e as notas são contabilizadas em uma escala de zero a dez.

Dez Estados aumentaram suas notas no Ideb 2013 em relação à edição anterior: Goiás, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rondônia, Espírito Santo, Acre, Distrito Federal, Piauí, Paraíba. Alagoas manteve o mesmo índice: 2,6, o pior do País.

Goiás obteve a melhor nota em 2013. São Paulo, mesmo ficando com a segunda colocação, caiu 0,2 pontos em relação ao Ideb 2011. O Estado que mais evoluiu nesta edição foi Pernambuco, que cresceu 0,5.

O quadro retratado pelos números do Ideb é reflexo da "falta de prioridade" da Educação no País, afirma Heleno Araújo Filho, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

"Precisamos colocar como prioridade a execução da política educacional do país. Temos que melhorar a infraestrutura das escolas que estão em péssimas condições. Além disso, precisamos motivar mais os professores. Muitos deles são temporários e não têm sequer direito a cursos de formação continuada", comentou o diretor do CNTE .

Divulgação foi feita em Brasília e contou com a presença do ministro da Educação%2C Henrique PaimAgência Brasil

Segundo Araújo Filho, no entanto, o Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado neste ano, pode vir a contribuir para a melhoria do atual cenário. "Mas para cumprir as metas estabelecidas será preciso, primeiro, que os estados e municípios estabeleçam seus próprios planos. E que cada ente da federação tenha um bom diagnóstico local e elabore metas para a melhoria da educação no País", afirmou o dirigente do CNTE.

Feita a divulgação do Ideb, muitas escolas têm, a partir de agora, o desafio de buscar se apropriar dos dados em proveito próprio. Para isso, é "fundamental", a comunidade escolar se "debruçar" diante do significado dos números e propor melhorias em suas práticas didáticas, afirma o presidente do Conselho Nacional de Educação, José Fernandes de Lima.

"A primeira coisa que o gestor deve propor é uma reunião com os professores e comunidade escolar para fazer um debate sobre os números. As escolas precisam ir além da média. O resultado do Ideb é apenas uma fotografia. A análise de quadro diagnosticado pela avaliação é que faz a diferença", disse Lima.

Criado em 2005, Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mede a evoluação qualidade do ensino brasileiro, a partir de avaliações realizadas em escolas e nas redes de ensino de todo o País.

O Ideb é calculado a partir do desempenho dos alunos do 5º e 9º ano do ensino fundamental em português e matemática e em taxas de aprovação compiladas pelo Censo Escolar.

Divulgado a cada dois anos, o índice também avalia estudantes do 3º ano do ensino médio. Além das escolas públicas, as instituição privadas participam do Ideb de forma amostral.

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