Sindicatos fazem protestos em pelo menos 13 estados em apoio à Petrobras

Além da defesa da empresa, os manifestantes também reivindicam os direitos da classe trabalhadora, a reforma agrária e a reforma política

Por O Dia

Rio - Dezenas de centrais sindicais foram as ruas nesta sexta-feira, em capitais de pelo menos 13 estados, para demonstrar apoio à Petrobras. Além da defesa da empresa, os manifestantes também reivindicam os direitos da classe trabalhadora, a reforma agrária e a reforma política. As manifestações ocorreram em Alagoas, no Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro e em São Paulo. São previstos atos em 29 cidades.

De acordo com o iG, os protestos, organizados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), conta com o apoio dos partidos PT, PC do B e PSOL, além de entidades como Movimento dos Trabalhadores Rurais e Sem Terra (MST) e União Nacional dos Estudantes (UNE).

Segundo o diretor de imprensa do Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro), a mobilização reunia por volta das 10h35 em Salvador cerca de 3 mil pessoas. Ele informou que inicialmente tinham cinco mil pessoas, mas algumas pessoas precisaram voltar aos postos de trabalho.

O ex-presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, marcou presença na mobilização em frente à sede da empresa no bairro do Itaigara, em Salvador. Ele defendeu a empresa, os trabalhadores, e criticou o movimento pró-impeachment de Dilma, que considerou uma "campanha golpista de tentar modificar o resultado eleitoral".

Já em Minas Gerais, a manifestação na Região Metropolitana de Belo Horizonte, se encerrou. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o protesto era realizado na altura do km 484 em frente à Refinaria Gabriel Passos em Betim. O trânsito flui normalmente.

Em outros locais como em Alagoas e no Mato Grosso do Sul o ato já havia terminado por volta das 13h40.

A CUT disse ao iG que mobilizou 3.820 sindicatos em 27 capitais do país. Apesar da mobilização, o Palácio do Planalto teme que haja confrontos entre sindicalistas e opositores ao governo, o que poderia prejudicar a imagem de Dilma, já fragilizada com o panelaço do último domingo.

Com informações do iG

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