Há quartos vagos para Copa

Hotéis registram alto índice de reservas disponíveis. No Rio, 20% estão livres para dias de jogos

Por O Dia

São Paulo - A maioria dos quartos de hotéis no país ainda está disponível para a Copa do Mundo, segundo levantamento do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil. O estudo se refere a 15 redes hoteleiras associadas à entidade, que somam 600 empreendimentos e representam 18% da oferta dos hotéis nacionais. No Rio, 20% das diárias estão livres para dias de jogos.

Entre os grupos estão Accor, IHG, Pestana e Transamérica. Eles representam 30% dos hotéis reservados pela Match, agência oficial de viagens da Fifa. Até agora, cerca de 185 mil diárias já foram comercializadas nestas redes nas 12 cidades-sedes em dias de jogos e na véspera dos eventos, o que representa apenas 40% do total.

Ainda restam 20% de diárias bloqueadas pela Match e clientes, que podem não ser compradas, e mais 40% que estão disponíveis. Diante da demanda abaixo da expectativa, a empresa devolveu até 50% da reservas feitas em algumas praças, como Natal (RN), em 31 de janeiro. A ação decepcionou empresários do setor, que diminuíram expectativas com relação ao evento esportivo.

Para Roberto Rotter, presidente do fórum, o panorama é desafiador para o setor. As manifestações populares, na sua visão, podem ter contribuído para a baixa procura, bem como indefinição sobre a malha aérea do país. Além disso, o volume de hóspedes no período não depende da oferta, mas sim do grau de atratividade de cada jogo da Copa, somado à acessibilidade de transporte e atratividade da cidade, diz.

“Curitiba e Cuiabá são cidades que sediarão jogos que não atraem muito, como Nigéria e Bósnia; Irã e Nigéria, enquanto o Nordeste terá partidas mais interessantes — e duas cidades sediarão quartas de final: Fortaleza e Salvador. Das semifinais em diante, os jogos se concentram em Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo”, explica.

PRAÇAS DISPONÍVEIS

Recife é a praça que tem mais diárias comercializadas: 77%. Porto Alegre ainda possui quantidade relevante bloqueada (31%). São Paulo, por outro lado, é o que tem mais quartos disponíveis: 53%. Em Belo Horizonte, 40% ainda podem ser compradas em dias de jogos. Em Curitiba, a média é menor: 30%. Em Cuiabá, apenas 20% estão disponíveis, aproximadamente, mesma média de Fortaleza, onde, em determinadas partidas restam apenas 10% das diárias. Em Salvador, varia entre 30% e 40% conforme o jogo, enquanto em Manaus oscila de 20% a 40%.

Preços têm alta de 6,1%

As tarifas das diárias dos hotéis das 25 redes associadas ao fórum subiram, em média, 6,1% no ano passado, de R$ 229 para R$ 243, pouco acima da inflação geral, de 5,91%. Ficou abaixo do índice relacionado a serviços, que atingiu 8,75%.

Porém, em algumas cidades-sedes os preços subiram mais que a inflação do setor de serviços. Os que ficaram mais altos foram os de hotéis de Brasília: 11,8%. Em seguida, aparecem as redes do Rio, que tiveram reajustes de 11,5%, seguidas por Recife (10,6%), e Fortaleza (9,5%).

Roberto Rotter, presidente do fórum, espera que as tarifas aumentem 5% no ano da Copa. “A hotelaria não é irresponsável e não irá cobrar tarifas caras. Isso será pontual, e não uma prática comum”, anunciou. Ele estima que, em dias de jogos, a alta será maior, enquanto em partidas menos atrativas os preços vão ser menores.

Reportagem de Marília Almeida

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