Brasileira do Greenpeace presa pode pegar 15 anos

Detida com grupo em plataforma petrolífera, ela é acusada de pirataria na Rússia

Por O Dia

Rússia - A ativista brasileira do Greenpeace Ana Paula Maciel, 31 anos, detida com um grupo semana passada após tentar escalar uma plataforma de petróleo russa no Mar do Norte, está sendo acusada de pirataria e poderá pegar até 15 anos de cadeia, de acordo com sistema penal da Rússia. O grupo estava detido no navio do Greenpeace Artic Sunrine desde o dia 18 e ontem foi transportado de ônibus até um prédio da cidade de Murmansk, a 200 km ao norte do Círculo Polar Ártico, para depoimento à polícia russa. Natural do Rio Grande do Sul, Ana Paula integra o grupo verde que luta contra agressões ao meio ambiente desde 2006.

De acordo com a assessoria de imprensa do Itamaraty, uma diplomata brasileira, chefe do consulado do país na Rússia, visitou Ana Paula enquanto ela estava detida com o grupo no navio do Greenpeace. Segundo a diplomata, Ana Paula está bem de saúde. Outros funcionários de diferentes consulados acompanham a situação dos demais detidos.

O governo russo informou que os ativistas serão processados e podem ser acusados de pirataria, crime com pena que pode alcançar até 15 anos de prisão. Eles classificaram como “ataque” a tentativa de ambientalistas de escalar a plataforma Prirazlomnaya, a primeira base russa de exploração de petróleo no Polo Norte, e que o ato “violou a soberania da Rússia”.

O Greenpeace afirma que o ato foi para chamar atenção para a ameaça que a exploração de petróleo representa ao frágil ecossistema do Polo Norte e negou as acusações de pirataria, alegando que seus protestos são pacíficos e que a Rússia violou as leis internacionais.

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