Editorial: Uma sentença que não serve como exemplo

Uma decisão monocrática de um juiz gaúcho livrou de julgamento quatro torcedores do Grêmio acusados de crime de racismo

Por O Dia

Rio - Uma decisão monocrática de um juiz gaúcho livrou de julgamento quatro torcedores do Grêmio acusados de crime de racismo. Eles foram flagrados por câmeras do estádio do clube gaúcho e de emissoras de TV xingando de macaco o goleiro Aranha, do Santos, num jogo da Copa do Brasil.

Em vez da pena prevista na lei, em caso de condenação, de um a três anos de prisão, os quatro foram ‘punidos’, por acordo, com a proibição de assistir ao vivo aos jogos do Grêmio por um ano. Terão que ir a uma delegacia uma hora antes de cada partida e só sairão uma hora após o apito final.

Por sua gravidade, e pela repercussão que teve, o caso não poderia terminar impune ou quase impune, já que nada impede que os gremistas assistam aos jogos do time em gravação. A decisão do juiz é, portanto, frustrante.

Não se trata de condenar por antecipação, mas é necessário que haja revisão do caso e os quatro sejam levados a julgamento. Analisadas todas as provas e evidências e, caso confirmada a prática de racismo, que sejam punidos. Afinal, a lei foi escrita para valer para todos.

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