Editorial: Carnaval de rua é festa democrática

É inconcebível haver ‘áreas VIPs’ em blocos de rua no Carnaval do Rio

Por O Dia

Rio - É inconcebível haver ‘áreas VIPs’ em blocos de rua no Carnaval do Rio. Felizmente, a prática é minoria entre as agremiações que desfilam, mas não pode ser tolerada. A prefeitura, ciente disso, acena com a retirada da permissão para sair no ano que vem — e está certa em fazê-lo.

Essa modalidade de folia se popularizou nos últimos anos justamente pelo espírito democrático e inclusivo, respeitando a diversidade — tanto que há blocos de todos os gêneros, de diversos tamanhos. Todos brincam sem pagar nada por isso.

Financiá-los requer algum esforço, sobretudo em tempos de recessão e de patrocínios minguando. Mas há alternativas à tradicional venda de camisas, como a participação em shows e a organização de ensaios e bailes mediante ingresso.

O que não pode é haver demarcação de espaço público, fazendo do Carnaval do Rio uma cópia do de Salvador, onde há poucas opções plenas a quem tem de se contentar com migalhas se não puder pagar para brincar.

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