Colégio pede segurança após arrastão em Niterói

Pais foram rendidos por bandidos enquanto aguardavam os filhos saírem do tradicional Gay Lussac. Direção da instituição se reuniu com comando do 12º BPM

Por O Dia

Rio - Funcionários do colégio Gay Lussac, em São Francisco, na Zona Sul de Niterói, se reuniram ontem com o comandante do 12° BPM (Niterói), coronel Gilson Chagas. Em pauta: a violência no entorno da tradicional instituição de ensino. O encontro aconteceu depois que cinco pais que esperavam seus filhos saírem da unidade — por volta das 18h de quinta-feira — terem sido alvos de criminosos armados na Rua Tupinambás, próximo à escola. Vítimas afirmaram que uma viatura da PM só chegou ao local 40 minutos após ser acionada.

O grupo pediu ao oficial mais segurança para a região. Uma nova reunião está marcada para a próxima semana na escola. O ataque levou pânico aos pais de alunos, empregados da unidade e moradores, que pretendem fazer uma manifestação para cobrar mais segurança para o bairro. Ontem, segundo a PM, o policiamento foi reforçado na área.

Colégio Gay Lussac fica no bairro de São Francisco%2C na Zona Sul de Niterói%3A crime aconteceu na quinta-feiraAlexandre Vieira / Agência O Dia

Nenhum estudante foi assaltado. Uma das mães teve um Honda Civic levado. Segundo relatos, os criminosos chegaram a pegar o celular de uma outra vítima, mas, como o aparelho tem rastreador, eles desistiram de levar o telefone.

De acordo com a diretora pedagógica do Gay Lussac, Luiza Sassi, apesar do medo, a escola funcionou normalmente e nenhum aluno deixou de comparecer às aulas ontem por esse motivo. “A ausência da segurança pública é evidente. Niterói está entregue. Vivemos de maneira dramática. Semana passada eu passei por Icaraí na hora do tiroteio que teve na praia e vi duas pessoas baleadas”, contou a diretora pedagógica do Gay Lussac, Luiza Sassi, citando um confronto entre PMs e bandidos na Praia de Icaraí, na semana passada.

Luiza também comentou sobre a denúncia de que a PM demorou 40 minutos para chegar ao local após o arrastão de quinta-feira:

“A primeira ligação que fiz foi às 18h01, e a segunda, às 18h24. Mas eles só chegaram às 18h40. O fato já tinha acontecido mas eu precisava da polícia no local para dar mais segurança naquele momento. Não sei por que demoraram tanto”, reclamou ela.

Policiais procuram câmeras de segurança para identificar ladrões

Sobre o atraso da equipe, a PM informou que foram abertos seis chamados para esta ocorrência. O primeiro foi concluído às 18h09 no serviço de telefonistas do 190. As informações foram retransmitidas para a viatura do 12° BPM às 18h18 e, às 18h32, a viatura chegou ao local. Os dados informados foram apurados através do serviço de GPS e do relatório de ocorrência. Já a 79ª DP (Jurujuba) informou que foram feitos cinco registros de roubo. As vítimas foram ouvidas e policiais estão nas ruas realizando diligências em busca de câmeras de segurança que possam auxiliar na identificação dos criminosos.
Ontem de manhã, já na Zona Norte de Niterói, policiais da 78ª DP (Fonseca) prenderam, próximo ao Caramujo, Leonardo da Silva Coutinho, autor de vários roubos a ônibus em Niterói e São Gonçalo. Contra ele havia um mandado de preventiva expedido pela 1ª Vara Criminal de Niterói por roubo a ônibus. Um dos motoristas, vítima de Leonardo, o reconheceu na delegacia.


Na vizinha São Gonçalo, policiais da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), prenderam em flagrante Marcos André do Carmo Soares por manter duas idosas em cárcere e em condições de maus tratos. Uma das idosas é a própria mãe do autor do crime, de 77 anos de idade. Ele foi autuado pelos crimes de maus tratos e cárcere, ambos na forma da Lei Maria da Penha.

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