Mais PMs são suspeitos de estupro a mulheres no Jacarezinho

Em depoimento no TJ, elas acusam outros policiais de filmar a agressão e introduzir objetos em suas partes íntimas

Por O Dia

Rio - Prestaram depoimento em audiência na sede da Auditoria da Justiça Militar do Tribunal de Justiça do Rio as três mulheres que acusaram policiais militares da UPP do Jacarezinho de estupro. Elas afirmaram que além do abuso, outros três policiais, cujas identidades não foram divulgadas, e que estavam com os agentes filmaram a agressão e introduziram objetos em suas partes íntimas.

Os acusados Gabriel Machado Mantuano, Renato Ferreira Leite e Anderson Farias da Silva acompanhavam os depoimentos por videoconferência, enquanto permanecem presos no Batalhão Especial Prisional (BEP) da PM. A primeira mulher a depor reafirmou o que foi dito no inquérito.

Policiais militares acusados de estupros no Jacarezinho%2C na chegada à delegacia%2C no começo de agostoFernando Souza / Agência O Dia

“Minha amiga, que também é usuária de crack, foi ver quem havia batido na porta, e eram policiais”, afirmou. Segundo a vítima, de 36 anos, seis policiais entraram, a agrediram e à sua filha. Em seguida, elas foram levadas para outro barraco onde foram obrigadas a se despir e a fazer sexo com três PMs.

Outros três teriam ficado do lado de fora do barraco. “Um deles (Mantuano) utilizava uma touca ninja para não ser reconhecido. Depois, fizeram o que tinham que fazer. Um de cada vez, com as três”, contou a vítima, contrariando a versão de Renato Leite, de que ele teria apenas filmado a agressão. Ela disse que os policiais que estavam do lado de fora não fizeram nada para impedir o ataque.

O delegado responsável pelo caso, Fábio Guimarães, ouviu vítimas e outras quatro testemunhas. Um outro policial que também foi expulso da PM, Wellington Cássio Diniz, vai prestar depoimento na Auditoria da Justiça Militar dia 25 de setembro.

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