'Sou só inimigo político', diz advogado acusado por prefeito de tentar atentado

Gelsinho Guerreiro afirmou que Renato Paixão teria ordenado ataque contra ele

Por O Dia

Rio - Citado pelo prefeito de Mesquita, Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (PSC), de 43 anos, como suposto mandante do atentado contra ele, o advogado Renato Paixão disse que recebeu a denúncia com surpresa e espanto. “Nunca o ameacei. Sou apenas um inimigo político, ou seja, um opositor ferrenho. Descubro as irregularidades dele e posto nas redes sociais”, argumentou Paixão. “Este ano recebi ameaça pelo telefone onde a pessoa dizia para eu me calar. Ele ventilou meu nome em rede nacional e manchou minha imagem”, acrescentou.

Gelsinho Guerreiro%2C prefeito de Mesquita%2C mostra uma cápsula encontrada próxima ao seu veículo que foi atingido por dois tirosOsvaldo Praddo / Agência O Dia

O advogado dele, Cláudio Barros, vai além. “Vou tentar que o Ministério Público apure a denúncia caluniosa para depois entrar com ação de reparação de danos contra o prefeito”. A Polícia Civil informou que agentes estão à procura de imagens gravadas por câmeras de seguranças. “Pode ter sido um roubo simples ou atentado”, afirmou a delegada Juliana Amorim, da 53ª DP.

'Foi crime político', diz prefeito de Mesquita

Gelsinho Guerreiro acredita que o advogado Renato Paixão, de 39, filho do vice-prefeito Waltinho Paixão, tenha ordenado o ataque contra ele. Renato nega. Para a Polícia Civil, nenhuma hipótese para o crime pode ser descartada. Ninguém ficou ferido. Ele prestou queixa na 53ª DP (Mesquita).

De acordo com o prefeito, ele chegava em casa, na Rua Mucuripe, quando criminosos se aproximaram num carro, desceram e começaram a atirar. O carro de Gelsinho, um Kia Sportage branco, ficou com o vidro traseiro quebrado e um buraco de bala numa das portas. Ele acredita que cinco tiros foram disparados. Três cápsulas de calibre 40 e duas de 9 milímetros foram encontradas pelo político.

“Ele (Renato) vem postando há meses material contra mim nas redes sociais. Foi crime político”, afirmou Gelsinho, que fez uma denúncia na 53ª DP contra o filho do vice há cerca de dois meses. “Ele me persegue mesmo, não me dá paz”, disse.

O prefeito estava voltando da casa do chefe de gabinete, Thiago Alves, que mora em Mesquita. Gelsinho estava junto com seu segurança, que percebeu a ação, pediu para o prefeito ir para trás do carro e trocou tiros com bandidos. A ação dos criminosos, segundo testemunhas, não teria dado certo porque duas mulheres que saíam de uma igreja acabaram não permitindo que os veículos ficassem emparelhados.

“Foi tudo muito rápido. Cheguei a sentir calor no corpo todo e até achei, por um momento, que tinha sido baleado”, recorda Guerreiro, que vai pedir segurança à PM. Após o atentado, criminosos fugiram na direção da Estrada Doutor Plínio Casado. Gelsinho ia pegar sua mulher, a deputada estadual eleita Daniele Guerreiro, e seus dois filhos para jantar num restaurante próximo de casa.

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