'Se eles querem guerra, terão', anuncia grupo black bloc em rede social

Páginas do grupo na Internet se posicionaram contra possível intervenção militar e impeachment da presidenta Dilma

Por tiago.frederico

Rio - Eles prometem voltar com tudo e já causam medo em ativistas pacíficos. Conhecidos por atuar na linha de frente em confrontos com a polícia, manifestantes adeptos da tática Black Bloc se pronunciaram na manhã desta segunda-feira, após longo período.

Após protestos realizados ontem, em várias capitais do Brasil, páginas do grupo na Internet se posicionaram contra uma possível intervenção militar e impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) e prometeram transformar as ruas em palco de guerra contra aqueles que pedem a destituição do poder.

Publicação na página 'Black Bloc RJ Zona Sul'Reprodução / Facebook

"Está na hora de darmos uma resposta ao golpismo de ontem nas ruas. Principalmente nos bairros burgueses. Se eles querem guerra, terão", postou a página Black Bloc RJ Zona Sul.

Já a Black Bloc RJ comentou o manifesto do último domingo, realizado de forma pacífica, em Copacabana. "Intervenção militar? Pau de selfie? Negros? Alguém de comunidade? O que aconteceu hoje foi uma espécie de "revolta dos burgueses derrotados", escreveram.

O movimento dos mascarados perdeu força após a morte do cinegrafista Santiago Andrade, atingido por um rojão, em 2014. Acusados pelo acendimento do explosivo, Caio Silva e Souza e Fábio Raposo encontram-se presos. Elisa Quadro Pinto, conhecida como Sininho, e Karlayne Moraes da Silva Pinheiro, a Moa, são consideradas foragidas da justiça.

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