Secretários de prefeitura são presos acusados de lavar dinheiro do tráfico

Polícia Federal e MP realizam operação para cumprir 14 mandados de prisão contra grupo que atua em Arraial do Cabo

Por O Dia

Rio - A Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio (DELEPAT) da Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, deflagraram nesta quinta-feira a segunda fase da Operação Dominação. A ação tem como objetivo cumprir 14 mandados de prisão e preventiva contra acusados de lavagem de dinheiro e peculato. Até o momento, dez suspeitos foram presos e todos encaminhados para a sede da PF, na Praça Mauá. Entre eles estão Cláudio Sérgio de Mello Correa, subsecretário de Governo de Arraial do Cabo e Sérgio Evaristo Plácido de Aguiar, que ocupou o cargo de subsecretário de Serviços Públicos do município da Região dos Lagos. Marcelo Adriano Santos de Oliveira, secretário Municipal de Ordem Pública, está foragido.

Agentes da Polícia Federal e Gaeco realizaram uma megaoperação para prender uma quadrilha acusada de lavar dinheiro na Região dos LagosDivulgação

Segundo as investigações, Cláudio Sérgio viabilizava a liberação da verba pública que era desviado pela quadrilha de Francisco Eduardo Freire Barbosa, ex-presidente da Empresa Cabista de Desenvolvimento Urbano e Turismo (Ecatur), e pai do traficante Carlos Eduardo Rocha Freire Barboza, o Cadu Playboy. Marcelo Adriano é acusado de liberar ilegalmente veículos apreendidos por sua secretaria. Já Sérgio Evaristo, conhecido como Vivi, também desviava dinheiro público para a quadrilha.

A segunda fase da ação teve início após a apreensão dos documentos na residência de Francisco Eduardo, em janeiro. As investigações apontam que Francisco Eduardo seria o responsável pelas finanças da quadrilha, além de desviar dinheiro da empresa que é prestadora de serviços da prefeitura de Arraial do Cabo. Francisco lavava o dinheiro do tráfico de drogas e do desvio da verba pública, investindo em imóveis, consórcios, entre outros. A denúncia aponta que em três anos, ele movimentou aproximadamente R$ 5 milhões, mesmo com um vencimento mensal de R$ 5 mil. Francisco e o filho, Cadu Playboy, estão presos desde o início do ano.

Mesmo cumprindo pena, Francisco continuava no comando da quadrilha, passando as ordens para Victor Canela. Com o dinheiro da quadrilha, Canela realizava o pagamento das despesas de Francisco, de sua esposa, Jane Barboza, e da mãe de Cadu Playboy, Raynna Teixeira. Todas também foram denunciadas. As investigações apontam que o atual presidente da Ecatur, Agnaldo Silvio Luiz, e o tesoureiro da empresa, Pierre de Aguiar Cardoso, continuaram com o esquema a mando de Francisco.

Os agentes também cumprem 20 mandados de busca e apreensão em Arraial, Cabo Frio e no Presídio Ary Franco, no Rio. Isso equivale, aproximadamente, R$ 20 milhões em bens da quadrilha, incluindo prédios, terrenos, veículos e dinheiro. Eles responderão pelos crimes de lavagem de dinheiro e peculato.

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