Volta Redonda realiza mutirão atrás de focos do mosquito da dengue

Infestação 'alarmante' teria provocado a primeira morte pela doença no estado este ano

Por O Dia

Rio - Pelo menos dois mil servidores da Prefeitura de Volta Redonda e voluntários, convocados pelo governo municipal, vão às ruas na sexta-feira, no maior mutirão já mobilizado na cidade para o combate a focos do Aedes aegypti. O sinal de alerta máximo contra a dengue foi ligado no último dia 18, com a morte de um homem de 52 anos. Ele teria contraído a doença e estava internado num hospital da Unimed.

O atestado de óbito, segundo a Secretaria de Saúde do município, constou dengue como a possível causa, embora a vítima, que teve o nome divulgado por questões éticas, tenha tido complicações decorrentes de uma cirurgia bariátrica. Outros exames do paciente ainda estão sendo aguardados.

A meta nesta sexta-feira é visitar 70% dos 110 mil domicílios existentes na cidade. A maior preocupação, conforme o governo municipal, que classifica a situação como "alarmante", é com cerca de 700 imóveis que se encontram fechados ou abandonados no município, com possíveis focos do mosquito nos quintais. Neste início de 2016, a incidência de dengue é 300% maior do que em janeiro do ano passado em Volta Redonda, que já tem registrados 140 casos confirmados de dengue.

Os bairros com maior incidência de dengue são Fazendinha, Coqueiros e Verde Vale, que apresentam índice de infestação (Liraa) de 6,2%, bem acima do considerado tolerável pelo Ministério da Saúde. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os 140 casos confirmados de dengue em Volta Redonda são quatro vezes maior do que os 35 registrados em janeiro de 2015.

Até o momento, não há casos suspeitos de chikungunya, mas há dois registros de gestantes que tiveram bebês com microcefalia. Ainda não há confirmação de que os casos tenham sido causados pelo zika vírus.

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