Dos 58 mil taxistas do Rio, apenas nove tiveram licença cassada em 2015

Três cobraram corrida 'no tiro', sem o uso do taxímetro, e seis permitiram que outro motorista, não autorizado, dirigisse o carro

Por O Dia

Rio - Cerca de 58 mil taxistas, entre permissionários e auxiliares, atuam hoje no Rio, mas apenas nove deles tiveram a licença cassada pela prefeitura ao longo de 2015. Três por cobrarem corrida “no tiro”, sem o uso do taxímetro, e seis por permitirem que um outro motorista, não autorizado, dirigisse o carro.

O número baixo não reflete a quantidade de reclamações recebidas pela prefeitura no período: a ouvidoria registrou 2.727 queixas de passageiros ano passado. A Secretaria Municipal de Transportes diz que só pode cassar a autorização de um taxista quando “uma irregularidade grave é flagrada por um fiscal”.

Ultraje ao rigor
Se falta fiscalização no serviço de táxi, o mesmo não ocorre em relação a motoristas em geral: de 2011 a 2015, a arrecadação com multas saltou 54%, chegando a R$ 187 milhões no ano passado. Só em 2016, a prefeitura já recebeu R$ 119 milhões até anteontem.

Multas e petróleo
E, se a arrecadação com multas sobe, a que corresponde aos royalties do petróleo despenca. Ao que tudo indica, em 2016 a arrecadação anual com multas deve superar pela primeira vez, desde 2008, a dos royalties. Durante 2015, a prefeitura embolsou R$ 222,1 milhões por causa do petróleo; até julho de 2016, R$ 80,4 milhões.

Um Castro no caminho
Presidente em exercício, Michel Temer diz que a candidatura de Marcelo Castro (PMDB-RJ) — ex-ministro de Dilma Rousseff — à presidência da Câmara dos Deputados é “a prova de que o Planalto não interfere na escolha”. Castro é tido como integrante da ala do PMDB não simpática a Temer. 

Papo no Jaburu
É consenso entre aliados de Temer que a entrada de Castro na disputa torna inevitável que a eleição vá para o segundo turno. Caso isso ocorra, o segundo turno será votado hoje mesmo.

Protesto
Miro Teixeira (Rede-RJ) oficializou ontem à noite sua candidatura. “Não pedi o apoio de ninguém, é uma candidatura de protesto. Não podemos continuar regidos pela mesma turma do Eduardo Cunha (PMDB)”, diz.

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