Cliente de bar denuncia que menino foi chamado de 'bicho' após pedir comida

Designer se prontificou a pagar refeição, mas além de ouvir que iria causar problema, foi aconselhada a manter carteira longe de quem 'não é gente'

Por O Dia

Rio - Uma mulher acusa o dono de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio, de preconceito contra um menino que se aproximou dela para pedir comida em uma das mesas do estabelecimento nesta quinta-feira. Segundo o relato de Bianca Caravelos, a criança foi chamada de "bicho" depois que ela se prontificou a pagar por sua refeição.

Cliente do Bar Vinte%2C em Ipanema%2C denunciou preconceito contra criança que pediu comida Reprodução Facebook

A designer relatou o caso na rede social Facebook. "Avaliando o constrangimento do menino, levantei e fui pagar o almoço em outro lugar, não sem antes ouvir: 'Cuidado com a sua carteira. Isso é bicho, não é gente'", escreveu ela.

Antes de ser obrigada a comprar a comida para o menino em outro local, Bianca ouviu que sua atitude provocaria "problemas" no bar.

A publicação veio acompanhada de uma foto que mostra o Bar Vinte, na Rua Visconde de Pirajá, esquina com a Rua Henrique Dumont. Procurado nesta sexta-feira para comentar o assunto, o bar não atendeu as ligações. 

O endereço do Bar Vinte no Facebook está recebendo dezenas de reclamações e compartilhamentos da publicação da jovem, mas ainda não há um posicionamento sobre o caso.

Segundo o Código de Defesa do Consumidor (lei 8.078/90) é proibido que um fornecedor de produtos e serviços recuse atendimento, sendo tal ação caracterizada como prática abusiva. Além da lei da economia popular (lei 1.521/51), que caracteriza como crime "sonegar mercadoria ou recusar vendê-la a quem esteja em condições de comprar a pronto pagamento", com pena de seis meses a 2 anos de prisão, e multa.

"Um prato de comida não se nega a ninguém, ainda mais a um menino. Nossa sociedade está doente. Nojo do dono desse bar", escreveu Bianca. A publicação já tem mais de 1,4 mil compartilhamentos. 

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