Crivella volta atrás na desapropriação da área do Sabão Português

No local será construído um grande atacado, que vai gerar cerca de mil empregos e revitalizará a região

Por O Dia

Rio - De olho nos quase mil empregos a serem gerados pelo novo atacado do grupo Assaí, no Rio, o prefeito Marcelo Crivella revogou a desapropriação da área do Sabão Português, na Avenida Brasil, em Benfica, por meio de decreto publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial. Dessa forma, a prefeitura tornou sem efeito um outro decreto em que destinava o terreno de 27,8 mil metros quadrados à construção de habitações populares do Minha Casa, Minha Vida.

Fábrica Sabão Português virará um supermercadoDivulgação

Com a decisão da prefeitura, o Assaí já se movimenta para dar início ao projeto de construção da sua sétima loja no Estado do Rio. Um investimento da ordem de R$ 60 milhões, e o grupo projeta entregar o supermercado pronto em 90 dias,  a contar da liberação das licenças para a execução da obra, que prevê a demolição da antiga fábrica. A construção vai preservar a histórica chaminé do prédio da União Fabril Exportadora, que data de 1938, e utilizará painéis solares para geração de energia limpa.  

O prefeito se convenceu em voltar atrás na desapropriação do terreno após recente encontro com os empresários do Assaí e da GTEX, empresa proprietária da área, em que pôde mensurar a relevância do projeto. Além da  geração de empregos, o atacado possibilitará a revitalização da região e beneficiará seus moradores, que hoje não contam com um supermercado desse porte.      

Fechada em 2011, a área da fábrica do Sabão Português já foi cogitada para abrigar diversos projetos, como a Cidade do Samba 2 e construção de unidades habitacionais, que não sairam do papel. 


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