Instituição recupera animais selvagens em perigo

Centro de Triagem de Animais Silvestres de Rondônia possui recintos específicos para diversas espécies, laboratórios e salas de quarentena

Por O Dia

Rio - Gretchen, 5 meses, e Valesca, 6, são pequenas órfãs que poderiam ter um triste fim. Mas foram resgatadas e agora têm boas chances de sobrevivência. A primeira é uma oncinha parda que vivia presa como se fosse um animal doméstico. Após denúncia, foi salva do cativeiro numa casa no sul do Estado do Amazonas, por fiscais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), mês passado. Já a filhote fêmea de macaco-prego foi entregue no início do ano aos fiscais no município de Costa Marques, Rondônia, provavelmente por alguém que se arrependeu de tê-la tirado da mãe.

Gretchen%2C a oncinha%2C era mantida em cativeiro e agora é tratada a carne e leite no Centro de Triagem de Animais SilvestresDivulgação

Por enquanto, a dupla está no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Rondônia, implantado pela Santo Antônio Energia, que opera a Usina Hidrelétrica Santo Antônio, no rio Madeira. A empresa investiu R$ 5 milhões na construção do Cetas, no campus da Universidade Federal de Rondônia (Unir). Desde 2009, o local já recebeu mais de dois mil animais de vida livre que necessitavam de cuidados veterinários por estarem feridos ou maltratados — entre eles mamíferos, aves, anfíbios, répteis e invertebrados. Todos foram resgatados em áreas próximas à Usina Hidrelétrica Santo Antônio pelo Programa de Resgate de Fauna ou em apreensões do ICMBio.

Classificado pelo órgão ambiental como o maior e mais avançado espaço de triagem de animais silvestres do Brasil, o Cetas possui recintos específicos para grandes felinos e para diversas espécies de aves, laboratório de exames, sala de raio-X e quarentena.

Macacos-pregos filhotes costumam ficar agarrados à mãe%2C por isso Valesca%2C que é orfã%2C não larga a pelúciaDivulgação

Vários animais já foram devolvidos à natureza. Alguns, porém, não podem mais habitar as florestas. Caso de Gretchen que, apesar do comportamento selvagem, não sobreviveria, pois já nasceu em cativeiro e perdeu seus instintos. No Cetas, ela se alimenta com duas porções diárias de 200 gramas de carne misturada com leite. Quando fizer seis meses, passará a comer apenas o que os felinos mais gostam: carne. Após o desmame, poderá ser adotada por algum zoológico no Brasil. Valesca também vem se recuperando bem: come frutas e rações específicas para primatas.

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