Por O Dia

A deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) deve entregar nesta semana, na Câmara, o relatório final da Lei Brasileira de Inclusão. A primeira mudança do projeto está no nome: originalmente era chamado Estatuto da Pessoa com Deficiência e está em tramitação na Casa desde 2000. Entre as novidades está a possibilidade de retorno de aposentados por invalidez ao mercado de trabalho. Segundo ela, a remuneração ajudaria esses aposentandos a se qualificarem para profissões em que a deficiência adquirida não impede o exercício. Tetraplégica em razão de um desastre automobilístico, Mara lembra ainda que as pessoas com deficiência têm um custo mais elevado para manter parte da qualidade de vida anterior ao acidente.

Outra alteração é na classificação das deficiências físicas. O novo critério leva em conta a condição de fazer deslocamentos. O conceito inclui não só a questão de severidade da deficiência, mas também a condição socioeconômica em que a pessoa está inserida. “Alguém com uma perna quebrada em uma comunidade carente, em um morro, acaba tendo mais restrições ao direito de ir e vir do que eu, que sou tetraplégica, mas tenho condições financeiras de receber uma boa assistência”, exemplifica. A parlamentar preferiu não entrar na discussão sobre educação inclusiva, em que os alunos com deficiência estudam junto com os demais. Na sua avaliação, a polêmica poderia atrapalhar a aprovação do projeto no Legislativo. Por isso, incluiu apenas o dever de garantir educação de qualidade a quem tem qualquer deficiência.

Polêmica entre os  tucanos

A deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) vai organizar uma audiência pública sobre obesidade. Um dos motivos é as ações consideradas discriminatórias contra essas pessoas, como a decisão do governo paulista de não contratar professores considerados obesos mórbidos, mesmo quando aprovados em concursos públicos. Mara é colega de partido do governador do Estado, Geraldo Alckmin, candidato à reeleição. Os professores barrados foram convidados.

Confiança na tradição

O senador Paulo Bauer (PSDB-SC) deve enfrentar o atual governador, Raimundo Colombo (PSD), que busca a reeleição. O pessedista era aliado dos tucanos, mas hoje é um cabo eleitoral de Dilma. Para Bauer, o presidenciável Aécio Neves (PSDB) não precisa do seu palanque para vencer no Estado. “Aqui, o PT só nos venceu em eleição presidencial no segundo turno de 2002”, diz. Então candidato a governador, Luiz Henrique trocou José Serra por Lula entre os turnos.

Um olho em abril e outro em outubro

A bancada do PT tem até o fim do mês para escolher o novo vice-presidente da Câmara dos Deputados. E a expectativa é que o prazo seja usado integralmente. Além da preocupação com a escolha de um nome capaz de unir a bancada, outra questão preocupa os petistas: o indicado precisa ter força em seu Estado para conciliar os compromissos da Mesa Diretora com a campanha eleitoral. Não adianta nada a um deputado vencer a disputa interna e, depois, perder nas urnas.

O passado pode pesar na hora de o PT decidir

Apesar do discurso de conciliação, sobram farpas entre os petistas.  Luiz Sérgio (RJ) é lembrado pelo apelido de “garçom”, da época que chefiou as Relações Institucionais. No cargo, diziam, sua função era só anotar os pedidos. O nome de José Guimarães (CE), irmão de José Genoino, traz junto temas como o mensalão e o assessor preso com dólares na cueca.

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Com Leonardo Fuhrmann

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