Por O Dia

Mais uma edição da Campus Party foi-se deixando boas lembranças. O grande tema do evento foi internet das coisas, e não faltaram boas ideias da rapaziada conectada. Vamos voltar a elas em breve.
Mas chamou a atenção, também, a conversa de executivos como a do Jon LeBlanc, diretor global de parcerias com desenvolvedores do PayPal. Na sua peregrinação, fez questão de garantir: está para chegar o dia em que não precisaremos mais usar carteiras, cartões e dinheiro. Segundo ele, essas coisas das antigas só devem durar mais uns cinco anos, se tanto. No fim das contas, todas essas ‘funcionalidades’ estarão disponíveis nos smartphones.

"Minha esperança é que no futuro não precisaremos levar um cartão de banco ou de crédito conosco, ou nem mesmo uma carteira. Qualquer coisa que trazemos hoje na carteira pode ser substituída, mesmo cartões de fidelidade e documentos de identificação. Todos esses <EM>
são pedaços do quebra-cabeças da carteira digital", disse ele ao site MobileTime.

Como vamos comentar abaixo, o problema é que somos bem mais conservadores do que deveríamos. No quesito segurança, por exemplo, muita gente tem medo de confiar na tecnologia. E confia na carteira...

Fica, então, a dica: se você estiver buscando um nicho de mercado em permanente crescimento, vale pesquisar a área de segurança, especialmente os sistemas de autenticação biométrica. A biometria, como se sabe, é um bem pessoal e intransferível...

Muito preocupante

Para o pessoal de tecnologia, nada mais desestimulante do que não poder explorar ao máximo o potencial do que você anda vendo por aí. Achei que fosse uma observação pessoal, mas é bem mais comum do que pensava.

O Gartner acaba de divulgar estudo mostrando que os CIOs da América Latina são, digamos, conservadores. Isso significa que, na hora de liberar dinheiro para a tecnologia, nada feito. E haja lábia para convencer a chefia sobre a importância de inovações. No entanto, quando as inovações se tornam padrão (portanto, obrigatórias), aí será tarde demais para os conservadores correrem atrás. E haja prejuízo. Fica a dica.

Segundo o Gartner, somente 10% das empresas latino-americanas planejam TI com mais de três anos de antecedência. Boa parte apenas apaga incêndios. Outro dado preocupante: 50% dos gastos de TI não são decididos pela área de tecnologia.

Teste no smartphone para detectar HIV

Muito bom quando a gente vê que os smartphones servem para algo mais que o selfie do café da manhã... Cientistas da Universidade de Columbia, nos EUA, criaram um dispositivo que permite que seja feito, em apenas 15 minutos, o diagnóstico de infecção pelo vírus HIV ou da sífilis com a ajuda de um aplicativo que funciona tanto em Android quanto no iOS.

O sujeito precisa apenas depositar uma gota de sangue no tal dispositivo, devidamente ajustado ao smartphone na entrada usada pelo fone de ouvido. A partir daí, é só esperar. E torcer. Engenhoso.
Pelos cálculos dos criadores, o custo de fabricação desse acessório seria de apenas US$ 34, lá nos EUA. Antes disso, no entanto, ainda será necessário fazer uma longa bateria de testes antes que o produto possa ser comercializado.

A experiência foi relatada no site Science Translational Medicine, com direito a um vídeo no YouTube, explicando como funciona o sistema. Tomara que dê certo.

É consciência social ou é marketing?

O Mark Zuckerberg e mulher dele, Priscilla Chan, doaram semana passada US$ 75 milhões ao Hospital Geral de San Francisco. Boa sacada. Mas precisa batizar o novo centro médico de ‘Priscilla and Mark Zuckerberg San Francisco General Hospital and Trauma Center’?


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