Investigação de e-mails que falam de improbidade no TCE anda dando o que falar

À época, a Corte já estava em ebulição e o presidente era Aloysio Neves, um dos cinco conselheiros afastados, acusado de corrupção pelo Ministério Público Federal

Por O Dia

Rio - A investigação sobre e-mails anônimos enviados no início do ano que falavam sobre improbidade administrativa e nepotismo no Tribunal de Contas do Estado (TCE) anda dando o que falar. À época, a Corte já estava em ebulição e o presidente era Aloysio Neves, um dos cinco conselheiros afastados, acusado de corrupção pelo Ministério Público Federal.

O inquérito foi aberto na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) a partir de queixa registrada por dois servidores citados nas mensagens. De cara, Fulvio Alessander Longhi de Souza foi acusado de usar a senha de outro servidor Álvaro Ferreira dos Santos para disparar os e-mails. A DRCI apreendeu na casa de Fulvio computador, laptop, celular e tablet.

O advogado dele, Fernando Reis de Carvalho Peres, nega as acusações. Sustenta que o funcionário não usou senha de ninguém e muito menos enviou as mensagens. Portanto, ele seria inocente e a Polícia Civil teria que apurar ainda mais o caso para não deixar pedra sobre pedra.

Ordem é esperar

O TCE alegou que prestou esclarecimento técnico à delegacia. O que, para Fernando Reis de Carvalho Peres, ajuda a provar a inocência de Fulvio. Por fim, O tribunal disse que não tomará nenhuma medida contra o servidor e que aguarda a conclusão do inquérito pela DRCI.