01 de janeiro de 1970
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DOIS DEDOS DE PROSA

Por O Dia

BRENDA VALANSI, presidente da ArtRio

Esta é a sétima edição da ArtRio. Qual o diferencial deste ano?

A grande novidade é a mudança de local. Saímos do Píer Mauá e fomos para a Marina da Glória. E essa nova casa está atendendo muito bem as demandas da feira. Estou muito feliz com essa mudança. Temos também nesta edição os programas curados, como o 'SOLO', com a curadoria da norte-americana Kelly Taxter. Ela é curadora assistente do Jewish Museum de Nova Iorque.

De que forma a crise influenciou a realização da feira?

Os efeitos da crise vieram mais suaves porque me preparei. Nós estamos sentindo a crise desde 2015. Então, por isso, me preparei para estar completamente adequada a este cenário neste ano. Nossa estratégia foi prestigiar as galerias nacionais e trazer os colecionadores internacionais para que eles apreciem a arte brasileira. A nossa produção artística não perde em nada para a do exterior.

Muitos produtores se queixam da dificuldade de patrocínio. Como foi essa questão para vocês?

Neste ano, nós batemos recorde de marcas, entre patrocinadores e apoio (institucional e operacional). São 12 ao todo. Conseguimos duas empresas que estão patrocinando o evento pela primeira vez (Cielo e Stella Artois). O Bradesco é o patrocinador master há seis anos. Vejo isso como um reflexo de que, apesar da crise, as marcas estão selecionando eventos que são sérios e que têm relevância. Então, apesar da crise, batemos recorde. Os nossos parceiros são essenciais, assim como o Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet.

Quais são os seus maiores desafios?

O principal é fazer com que as pessoas entendam a importância de um evento como esse para o Rio de Janeiro. A ArtRio é importante para criação de público para exposições de arte. Queremos mostrar que a arte é para todos. Temos peças desde R$ 1.500 a milhões. Então, arte não é só para milionário.