01 de janeiro de 1970
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Coreia do Norte dispara outro míssil sobre o Japão

Artefato cruza ilha ao norte e cai no mar, voando mais que o lançamento anterior

Por O Dia

A Coreia do Norte lançou mais um míssil que sobrevoou o Japão antes de cair no mar depois de percorrer milhares de quilômetros, em novo desafio de Kim Jong-un, condenado energicamente por Tóquio. O artefato foi disparado de local próximo a Pyongyang e voou 3.700 quilômetros a leste, atingindo altitude máxima de 770 km, ou seja, mais longe e mais alto que os mísseis norte-coreanos anteriores, informou o ministério da Defesa sul-coreano. O Conselho de Segurança da ONU comunicou que fará reunião de urgência hoje para discutir o lançamento.

Segundo o governo japonês, o míssil sobrevoou a Ilha de Hokkaido (norte) às 7h06 locais (19h06 de quinta-feira, horário de Brasília), antes de cair no mar, a 2.000 quilômetros a leste de sua costa.

Após o lançamento, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, afirmou que o Japão "nunca tolerará" o que ele chamou de "perigosa ação provocadora que ameaça a paz mundial". "Não podemos nunca tolerar que a Coreia do Norte pisoteie a decisão forte e unida da comunidade internacional rumo à paz, demonstrada nas resoluções da ONU, e insista neste ato ultrajante", disse Abe à imprensa.

Mais cedo, o governo japonês havia informado a ativação do sistema de emergência J-Alert em várias regiões do norte do arquipélago.

O lançamento de ontem acontece depois que o Conselho de Segurança da ONU impôs novo pacote de sanções à Coreia do Norte pelo desenvolvimento de seu programa nuclear e balístico que incluiu um sexto ensaio nuclear, de uma potência sem precedentes neste país.

Pyongyang havia prometido na quarta-feira acelerar seus programas militares proibidos em resposta às "maléficas" sanções da ONU.

As novas sanções consistiram em um embargo sobre as exportações de gás para a Coreia do Norte, limitação às exportações de petróleo e produtos refinados, e a proibição das exportações norte-coreanas de têxtil.

Mas o projeto de embargo petroleiro total promovido pelos Estados Unidos teve que ser abandonado para conseguir que a China, que abastece a Coreia do Norte com petróleo e dispõe de direito de veto no Conselho de Segurança, desse seu aval a parte das sanções.