Caso Fifa: escândalo chega até Messi

Craque argentino teria recebido 200 mil dólares por um amistoso

Por O Dia

Marin: propina de R$ 8,8 milhões
Marin: propina de R$ 8,8 milhões - AFP

O escândalo de corrupção investigado pela Justiça americana no Caso Fifa toma proporções cada vez maiores. Em depoimento ao Tribunal Federal do Brooklyn, em Nova Iorque, o empresário argentino Alejandro Burzaco revelou que até o craque Messi se beneficiou do esquema de corrupção na entidade. O delator alega que pagou 200 mil dólares (R$ 656 mil) a Messi e outros jogadores da Argentina para que participassem de um amistoso.

Em seu depoimento de ontem, o empresário também detalhou os valores de propina pagos a dirigentes do futebol sul-americano, incluindo o ex-presidente da CBF José Maria Marin, que teria recebido 2,7 milhões de dólares (R$ 8,8 milhões) em troca de favorecimento à empresa Torneos y Competencias pelos direitos de transmissão da Copa Libertadores e da Copa do Brasil.

Burzaco ainda afirmou que havia acertado o pagamento de mais 1,8 milhão de dólares (R$ 6 milhões) a Marin, mas a descoberta do esquema evitou que o valor fosse entregue ao dirigente brasileiro. Ele também revelou que o ex-presidente da Conmebol, o paraguaio Juan Angel Napout, recebeu 4,5 milhões de dólares (R$ 14,8 milhões) em suborno. Além dele, o ex-presidente da Federação Peruana Manuel Burga teria recebido 3,6 milhões de dólares (R$ 11,8 milhões) das mãos de Burzaco.

LEOZ PODE SER EXTRADITADO

A Justiça do Paraguai autorizou, em primeira instância, a extradição do ex-presidente da Conmebol Nicolás Leoz para os Estados Unidos, onde é acusado de desviar 5 milhões de dólares (R$ 16,4 milhões) destinados ao Mundial de Clubes da Fifa. Leoz, de 89 anos, está em prisão domiciliar desde 2015 e ainda pode recorrer da decisão.

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