Sucessão de Cunha: Aécio diz que PSDB não será o partido da discórdia

Definição para novo presidente da Câmara deve ocorrer na próxima semana. Senador disse que projeto é governar o país

Por O Dia

Brasília - O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse na manhã desta sexta-feira, em São Paulo, após participar de um evento tucano, que a bancada seguirá orientação do presidente interino, Michel Temer (PMDB), na escolha do substituto de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Casa. "Somos da base de apoio do Temer, não seremos o partido da discórdia. A posição do PSDB nessa questão está dissociada do Eduardo Cunha."

A definição deve acontecer na semana que vem. O mandato "tampão" dura até fevereiro de 2017, quando haverá eleição para a nova mesa diretora. Também presente ao evento, o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), falou que os deputados não podem ter "nenhum tipo de preconceito partidário" nessa questão.

Aécio Neves falou sobre sucessão de Eduardo Cunha na CâmaraAgência Brasil e EFE

O senador Aécio Neves minimizou as articulações em torno de um mandato "tampão" e disse que o PSDB está focado na eleição da mesa diretora, que acontecerá em 2017. "Temos uma aliança na Câmara com o PPS, DEM e PSB. O PSDB manterá essa aliança em busca da sucessão futura da Câmara."

O dirigente tucano disse, ainda, que este bloco pode buscar o apoio do PMDB para disputar a presidência da Casa. Os tucanos se encontraram nesta sexta-feira em um evento na Capital paulista promovido pelo ITV, que é presidido pelo senador José Aníbal.

Na abertura do evento, o senador Aécio Neves afirmou que o PSDB mantém seu projeto de governar o País. "Projeto do PSDB de governar o Brasil está mais vivo do que nunca." E no final de sua fala, o tucano afirmou: "O PSDB será um apoiador (ao governo Temer) leal, responsável, mas crítico."

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