Biografia de Whitney Houston fala sobre talento, drogas e barracos conjugais

Livro foi produzido por norte-americano Mark Bego, conhecido em seu país como 'príncipe das biografias pop'

Por O Dia

Rio - Quando Whitney Houston morreu, em 11 de fevereiro do ano passado, logo pipocaram reavaliações sobre sua carreira e personalidade, umas celebrando seu talento e outras ressaltando o conturbado fim da cantora, envolvida com drogas (a causa oficial da morte foi afogamento acidental na banheira do quarto do hotel, onde foram encontrados medicamentos controlados e cocaína). Os dois lados estão em ‘Whitney Houston! — A Espetacular Ascensão e o Trágico Declínio da Mulher Cuja Voz Inspirou Uma Geração’ (Ed. Sonora, 252 págs., R$ 39,90), do escritor norte-americano Mark Bego. 

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Chamado pela imprensa em seu país de “príncipe das biografias pop”, ele também é autor de livros sobre nomes como Michael Jackson, Madonna, Elvis Presley, Leonardo DiCaprio e Julia Roberts. “Uma boa parte da minha decisão ao escolher um personagem para escrever sobre é sua popularidade, claro. Mas, às vezes, me inspiro apenas em uma história interessante. No momento, estou escrevendo sobre o astro do cinema dos anos 20 Ramon Novarro, a estrela do filme ‘Ben-Hur’”, adianta Bego.

Popularidade era coisa que Whitney Houston tinha de sobra. Cantora, atriz, bonita, talentosa, rica, vencedora de seis prêmios Grammy, prima de Dionne Warwick, afilhada de Aretha Franklin, ela é a personagem perfeita. Some-se a isso uma conturbada vida a dois, regada a drogas, com o cantor Bobby Brown. “Se ela tivesse conseguido se livrar do vício em cocaína, provavelmente estaria fazendo sua melhor música e também poderia ter se tornado uma atriz ainda maior”, avalia.

Histórias de sexo e drogas são comuns no mundo pop. Mark Bego compara sua biografada com outra famosa cantora de namorado barraqueiro. “Chris Brown é para a Rihanna o que Bobby foi para Whitney: são dois caras de pouco talento que usam suas mulheres em seu próprio benefício. Não tenho o menor respeito por eles”, crava.

Do outro lado, quem perdeu o respeito pelo escritor foi uma de suas biografadas. “Fui muito crítico no livro da Aretha Franklin sobre seu peso. Ela é perigosamente larga e usa umas roupas que a deixam muito engraçada. Claro que ela não iria gostar de mim depois disso”, resigna-se.

Editora investe em biografias

O livro sobre Whitney Houston é o primeiro lançamento da Sonora, editora especializada em livros musicais. “Vamos relançar este mês a biografia oficial de Noel Rosa, publicada originalmente pelo lendário pesquisador Almirante, há 50 anos. Ele foi amigo de Noel, então é um resgate precioso, e autorizado pelos herdeiros de Noel e também de Almirante, é claro”, conta Marcelo Froes, um dos sócios da Sonora.

Ele ressalta a importância de não fazer biografias à revelia do artista ou de seus herdeiros: “O risco de processo é grande. Há muita boa música no Brasil e gente disposta a colaborar e abrir suas lembranças”.

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