Wagner Moura atua como anti-herói que ajuda Matt Damon no filme ‘Elysium’

Ator estreia em produção internacional, na pele de um contraventor essencial para a trama

Por O Dia

Rio - Que Capitão Nascimento, que nada. Ainda que não tenha a virilidade do comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), por ser manco e andar de bengala, o novo papel de Wagner Moura no cinema não deixa a desejar no quesito coragem: espécie de ‘coiote’ futurístico, Spider não embarca no Caveirão, mas numa moderna nave espacial. Destino: ‘Elysium’, uma estação espacial exclusiva para ricos (e que batiza o longa); enquanto isso, os pobres padecem na Terra, que está abandonada. Dirigido por Neill Blomkamp, de ‘Distrito 9’ (2009), a superprodução — que também traz Alice Braga no elenco — estreia na semana que vem no Brasil. 

Em uma das cenas do filme, Spider extrai dados cruciais de ‘Elysium’, que foram coletados por MaxDivulgação


“‘Distrito 9’, ‘Elysium’ e ‘ Tropa de Elite’ são populares e têm conteúdo político. Nenhum filme precisa ser uma bobagem para fazer sucesso”, opina Wagner. “‘Elysium’ reflete os problemas do mundo. Pincela temas como imigração, sistema de saúde, segurança pública e desigualdade social.”

O ano é 2154. Interpretado por Matt Damon, o herói Max precisa chegar a Elysium a qualquer custo. Com os dias de vida contados, somente lá ele poderá reverter seu quadro de saúde. Para isso, não vê outra saída a não ser procurar Spider. Ele também tenta ajudar Frey (Alice Braga), sua amiga de infância, cuja filha está com câncer em estado terminal. 

Alice Braga atua ao lado de Matt Damon e Wagner Moura no longa ‘Elysium’ Divulgação


“Ela (Frey) representa meninas de comunidades do Brasil e do mundo que têm de amadurecer mais cedo por serem mães jovens e solteiras, mas que não desistem de seus sonhos”, diz Alice.

Nos bastidores, rolou até uma saia justa enquanto Wagner contracenava com Matt Damon. “Como, para mim, meu personagem é brasileiro, pedi para fazerem o desenho da bandeira no meu braço. Mas não estava pintada. Quando o Matt viu, perguntou: ‘Por que você tem um hambúrguer tatuado?”.

Ainda que o longa, orçado em US$ 115 milhões, marque a estreia do ator em Hollywood, ele prefere não planejar a carreira fora do Brasil. “Não tenho disposição de fazer um filme pensando no outro. Ou filmar só para aparecer, sem gostar do trabalho, do personagem, do diretor. Não sei nem se faria isso nem quando era garoto. Sempre fui chato.”

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