'Esse ambiente dela não é o meu, mas não é tão distante', diz Hylka Maria

Atriz interpreta a primeira-dama do morro, Alessia, mulher do traficante Sabiá em 'Força do Querer'

Por O Dia

Rio - Na pele da primeira dama do morro, Alessia, mulher do traficante Sabiá (Jonathan Azevedo), Hylka Maria busca referências no seu universo pessoal. "Esse ambiente dela não é o meu, mas não é tão distante. Vim de família simples, estudei em colégio público. Tenho amigos ainda hoje que moram em comunidade", conta ela. "E neste trabalho fiz um grande amigo, o Jonathan Azevedo. Ele mora no Vidigal, e também me atualiza das gírias, da realidade feminina. Jonathan tem sido meu coach no assunto", completa.

Hylka Maria interpreta Alessia em 'Força do Querer'Divulgação

Nascida em Niterói, Hylka mora há um ano na Cidade do México e está satisfeita com a vida por lá. "Trabalhei como modelo de publicidade. E, em 2012, surgiu a possibilidade de viajar como modelo para Tailândia e China, e também para o México. Por conta do idioma e da possibilidade de trabalhar como atriz lá, resolvi ficar", revela.

Sim, ela vem se dividindo entre dois países por causa do trabalho. E vem dando certo. "Sou muito feliz. O custo de vida no México é mais justo. Venho quando vale a pena e mato a saudade", conta.

PEÇA NO MÉXICO

E um convite para uma trama de Gloria Perez, no horário nobre, sem dúvida, vale muito a pena. "A produtora de elenco Rosane Quintaes me chamou e topei na hora. Não tive tempo de me preparar. Foram sete dias entre receber o convite e começar a gravar", lembra. "Ia começar a ensaiar uma peça no México e abri mão pela Alessia. Vim com tudo. A morena diz que inicialmente foi convidada para uma participação de quatro dias. "Oficialmente, ninguém disse se fico até o final. Mas sei que continuo na trama. Sinto na internet que o núcleo da favela caiu no gosto do público. Deu pico de ibope e foi o assunto mais comentado da web".

Hylka Maria revela que já morou no MéxicoDivulgação

TRAIRAGEM

No folhetim das 21h, a mulher de Sabiá, cheia de marra, é a responsável por fazer Bibi (Juliana Paes) a se acostumar com o papel de esposa de bandido. "Elas se tornam confidentes. Bibi não a julga. E na verdade, o que Alessia passa é uma previsão do que Bibi vai passar", antecipa.

A dona do morro já começou a sofrer a 'trairagem' do chefe do tráfico na ficção. "Ela foi trocada por uma 'novinha' e vai enlouquecer. É muito ciumenta. Começa a desabafar muito com a Bibi, e é no momento de fragilidade da Alessia que surge mesmo uma amizade entre elas, uma cumplicidade", esclarece. "As personagens são duas mulheres de universos diferentes e bem parecidas: explosivas, ciumentas, se complementam".

PARCERIA

A cumplicidade com Juliana Paes ultrapassa as cenas na TV."Contracenar com a Ju é só alegria. Tive uma grande sorte. A direção deixa a gente muito livre, improvisamos muito", entrega. "O meu parceiro de tantas cenas, o Jonathan, também não se apega só ao que está escrito, como a Juliana. Improvisamos porque esse tipo de cena pede. Então, é uma festa o set".

Sobre a comentada semelhança física entre as duas, Hylka acha graça. "Ouço isso a vida inteira. É o nosso tipo físico. Era um sonho trabalhar com ela e estou realizando", confessa.

ALMA CIGANA

Ela pretende voltar às terras mexicanas após o término da novela. "Tenho trabalho agendado, vou fazer uma série argentina", conta. No entanto, a atriz não descarta voltar a viver no Brasil. "Se surgirem novos trabalhos, viria para cá. Gosto dessa liberdade de ir e vir. Tenho vida cigana mesmo", declara. "Alimento essa alma e acho que mudar é um prazer. Tenho até uma tatuagem no braço, que é um planeta envolto por um avião", revela.

SONHO

Aos 32 anos, com 22 de carreira, ela diz que é movida a novos desafios e sonha com essa provocação na escalação dos próximos papéis. "Fiz minha primeira novela aos dez anos, 'O Campeão', na Bandeirantes. Aqui na Globo, fiz recentemente a série 'O Caçador' (2014), ao lado de Cauã (Reymond)".

Hylka entende que a escalação passe pelos atributos físicos muitas vezes, mas quer ir além. "Nos últimos anos fiz muitos papéis com apelo sensual, sexual, por conta do physique du rôle (físico do ator que favorece a personificação de um papel). É bacana, mas já deu. Quero ser desafiada além do biotipo. O que vier a gente traça", garante. E avisa: "Minha vaidade mora no reconhecimento do trabalho. Meu ego é alimentado em outro lugar."

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